O Governo do Estado do Rio de Janeiro deu um passo importante na modernização da saúde pública. A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer o procedimento de litotripsia extracorpórea, uma técnica não invasiva que fragmenta pedras nos rins utilizando ondas de choque.
O serviço está disponível nas unidades Rio Imagem Centro, na capital, e Rio Imagem Baixada, em Nova Iguaçu. Com duração média inferior a uma hora, o tratamento evita cirurgias e proporciona alívio mais rápido ao paciente. No total, as duas unidades oferecem 440 vagas mensais, com acesso mediante encaminhamento médico e agendamento via Sistema Estadual de Regulação (SER).
Descentralização e tecnologia ampliam acesso na Baixada
De acordo com o governador Cláudio Castro, o investimento de mais de R$ 600 mil fortalece a regionalização da saúde e melhora a qualidade dos serviços prestados:
“Estamos expandindo o acesso a tratamentos de ponta na rede pública. A unidade da Baixada leva serviços antes restritos à capital.”
A secretária estadual de Saúde, Claudia Mello, também ressaltou que o objetivo é descentralizar o atendimento e promover qualidade de vida:
“A litotripsia reduz a necessidade de cirurgia, acelera a recuperação e garante mais conforto ao paciente.”
Depoimentos mostram impacto direto na vida dos pacientes
A nova tecnologia já transformou a vida de muitos moradores do estado. A aposentada Maria Antônia da Silva, de 69 anos, moradora de Japeri, sentia dores constantes provocadas por cálculos renais. Após o procedimento, ela celebrou o alívio imediato:
“Esse cálculo estava me incomodando muito. O procedimento foi bem tranquilo, não senti nada.”
Outro beneficiado foi o comerciante Flávio Ferreira, de São Pedro da Aldeia, que esperava há anos por uma solução no SUS:
“Agora é só seguir com os remédios e o acompanhamento no posto perto de casa.”
Rio Imagem realiza até 60 mil exames por mês
Além da litotripsia, as unidades Rio Imagem realizam até 60 mil exames mensais, incluindo tomografias, ressonâncias magnéticas, mamografias, ultrassonografias e análises laboratoriais. Esse volume reforça o papel das unidades como centros de referência em diagnóstico por imagem e tratamento não invasivo.
Fontes: diariodorio.com