Representantes dos Estados Unidos, da Ucrânia e da Rússia começaram nesta sexta-feira a primeira reunião trilateral oficial para tentar encerrar a guerra que se arrasta desde 2022.
O encontro ocorre em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e segue até sábado, reunindo diplomatas e autoridades envolvidas diretamente nas negociações.
Pela primeira vez desde o início do conflito, os três países sentam juntos para negociar a paz, com os Estados Unidos assumindo o papel central de mediação.
Avanços e tensões nas negociações
Os negociadores se reuniram com o objetivo de debater documentos considerados quase prontos para pôr fim à guerra, enquanto a questão territorial permanece sensível.
Autoridades ucranianas e norte-americanas indicaram que textos para encerrar o conflito avançaram significativamente, incluindo garantias de segurança no pós-guerra.
Donbas: ponto central das discussões
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a região de Donbas representa a questão-chave das negociações realizadas em Abu Dhabi.
Segundo ele, as partes discutem diferentes formatos para administrar o território localizado no leste da Ucrânia após um eventual acordo de paz.
Antes da reunião, a Rússia voltou a exigir que a Ucrânia retire suas tropas do Donbas como condição para qualquer tratado definitivo.
Papel dos EUA e diálogo com Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o diálogo diplomático ao se reunir recentemente com Zelensky durante encontros internacionais.
Os líderes discutiram garantias de segurança, fornecimento de sistemas de defesa aérea e apoio estratégico norte-americano à Ucrânia no período pós-guerra.
Além disso, enviados dos Estados Unidos mantiveram conversas diretas com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, para alinhar posições.
Segurança e compromisso diplomático
Embora detalhes oficiais ainda não tenham sido divulgados, autoridades afirmam que apenas uma questão relevante segue sem consenso entre Ucrânia e Rússia.
Especialistas avaliam que o sucesso da reunião trilateral pode representar o avanço diplomático mais importante desde o início da guerra.
Fontes: g1.globo.com/