Na manhã desta terça-feira (24), uma operação conjunta da Delegacia do Consumidor (Decon), Vigilância Sanitária e Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) resultou na interdição de uma fábrica clandestina de salgados em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Três pessoas foram presas, incluindo o proprietário, Ângelo Severino, e dois cozinheiros. A ação faz parte da segunda fase da operação “Comida é Coisa Séria” e revelou uma série de irregularidades no local.
Irregularidades e Condições Insalubres
Durante a fiscalização, os agentes encontraram ratos, baratas, moscas e outros sinais de grave insalubridade no ambiente. Os alimentos produzidos no estabelecimento estavam armazenados de maneira inadequada, sem nenhuma fiscalização sanitária. Além disso, mais de 600 kg de salgados, como carne seca, quibes e pastéis, foram apreendidos por estarem vencidos e impróprios para o consumo humano. O local não possuía alvará de funcionamento, licença sanitária, nem laudo de potabilidade da água utilizada na produção dos alimentos.
O delegado Wellington Vieira, responsável pela operação, destacou a gravidade da situação. “As condições encontradas são inaceitáveis. Não podemos permitir que alimentos contaminados sejam comercializados, colocando em risco a saúde pública”, afirmou o delegado.
Relação com o Comércio Informal
Além de vender os produtos diretamente no local, a fábrica abastecia comércios informais de bairros como Bangu, Madureira, Honório Gurgel e Marechal Hermes, aumentando ainda mais o risco de disseminação de produtos impróprios. A investigação segue para identificar todos os pontos de venda envolvidos.
A operação foi desencadeada após uma denúncia anônima de um cliente que passou mal ao consumir um salgado da fábrica. Isso levou as autoridades a realizarem uma fiscalização rigorosa no local, resultando nas prisões e na interdição do estabelecimento.
Histórico de Ações no Rio
Este não é o primeiro caso de fábrica clandestina interditada no Rio de Janeiro. No início de maio, uma fábrica de salgados árabes também foi fechada por condições semelhantes, com baratas nas bancadas e produtos expostos à sujeira. Além disso, em março deste ano, o caso da fábrica de sorvetes “Doce Verão” ganhou notoriedade após um vídeo viralizar mostrando um picolé com uma barata presa, o que levou à interdição imediata do local.
Operações de Fiscalização e Segurança Alimentar
As autoridades reforçam a importância de denúncias como a realizada pelo cliente, destacando que a população pode informar práticas ilegais anonimamente por meio do Disque Denúncia (2253-1177). A operação “Comida é Coisa Séria” segue com o objetivo de garantir que alimentos produzidos de forma irregular não cheguem à mesa dos consumidores, protegendo a saúde pública.
Fontes: odia.ig.com.br/diariodorio.com