A Prefeitura do Rio iniciou, nesta terça-feira (29/9), as obras de requalificação do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, conhecido como Feira de São Cristóvão, na Zona Norte. O projeto prevê melhorias na estrutura do espaço para ampliar o conforto e as condições de atendimento a comerciantes e visitantes.
As obras serão executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, a partir de projeto desenvolvido pela Rio-Urbe, com investimento de R$ 10,7 milhões. Entre as intervenções estão a recuperação de paredes e lajes do pavilhão, impermeabilização, pintura e instalação de sistema de para-raios. A fachada e o letreiro também serão restaurados.
Banheiros e acessibilidade serão reformados
O projeto inclui a reforma dos banheiros, com adequações de acessibilidade, além da recuperação do espaço administrativo. Também estão previstas melhorias nas redes de esgoto e no depósito de lixo, com medidas voltadas à gestão dos resíduos sólidos.
Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura, a primeira etapa da intervenção terá foco na recuperação estrutural do complexo, incluindo os sanitários, a acessibilidade, as redes de esgoto e a drenagem.
Espaço é patrimônio histórico e cultural
O Pavilhão de São Cristóvão é um bem tombado por sua importância histórica, turística e cultural e ocupa uma área de mais de 31 mil metros quadrados. A Feira de São Cristóvão se tornou um dos principais espaços de representação da cultura nordestina no Rio, reunindo gastronomia, música, comércio e diferentes manifestações culturais.
Projetado pelo arquiteto Sergio Bernardes, o pavilhão foi inaugurado em 1962 para receber a Exposição Internacional de Indústria e Comércio durante o governo Juscelino Kubitschek. Em 2003, passou a abrigar a feira nordestina, que anteriormente funcionava no entorno do Campo de São Cristóvão.
O gestor da Feira de São Cristóvão, Pedro Porto, destacou o potencial econômico e cultural do espaço e afirmou que a revitalização representa uma oportunidade de reconfiguração do equipamento, que completa 81 anos de história.
Para comerciantes que trabalham no local, a expectativa é de que as melhorias contribuam para as condições de trabalho e para a experiência do público que frequenta a feira.
Fonte: Prefeitura do Rio