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Centro de Tradições Nordestinas, tombado como patrimônio imaterial, celebra 80 anos de história, cultura e gastronomia nordestina no coração da Zona Norte do Rio de Janeiro.

A Feira de São Cristóvão, um dos maiores símbolos da cultura nordestina no Rio de Janeiro, completou 80 anos de tradição. Fundada em 1945, a Feira, que é também conhecida como Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, continua a ser um ponto de encontro vibrante para cariocas e turistas. Comemorar a data é lembrar da importância desse espaço que reúne a cultura, gastronomia e música nordestina no coração da Zona Norte.

Feira de São Cristóvão: Um Patrimônio Imaterial

Em 2021, a Câmara Municipal do Rio reconheceu oficialmente a importância da Feira, declarando-a patrimônio imaterial da cidade. Esse status é um reconhecimento à sua contribuição histórica, cultural e turística para o Rio de Janeiro. O Pavilhão de São Cristóvão, que abriga a Feira desde 2003, também foi tombado, o que impede qualquer alteração ou descaracterização do espaço, preservando sua essência e identidade.

Um Legado Cultural Nordestino no Rio de Janeiro

Localizado em um terreno de 37 mil metros quadrados, o Centro de Tradições Nordestinas é composto por mais de 700 estandes que representam a riqueza cultural de nove estados do Nordeste: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Nesses estandes, a comida, a música e as manifestações culturais de cada região são expostas de forma autêntica, com destaque para o forró, as apresentações de repentistas e a arte popular, como o cordel e a xilogravura.

Com o passar das décadas, a Feira evoluiu, mas manteve sua essência. De um simples ponto de encontro para os nordestinos recém-chegados ao Rio, ela se transformou em um dos maiores centros culturais e turísticos da cidade, atraindo milhares de pessoas todos os meses. Atualmente, a Feira recebe cerca de 414 mil visitantes mensais, com picos de público aos fins de semana, quando grupos de forró e apresentações de cultura popular animam os visitantes.

Histórias de Vida no Centro de Tradições Nordestinas

Vando Guarabira, que trabalha na Feira há 30 anos, compartilhou a sua gratidão por fazer parte dessa história. “Aqui a gente se sente em casa”, diz ele, que considera o espaço um verdadeiro ponto de encontro e celebração da cultura nordestina. Ele propõe que, se pudesse dar um presente à Feira, seria cuidar para que ela tivesse ainda mais brilho e visibilidade.

O Impacto da Feira para o Rio de Janeiro

Chiquita, como é conhecida Francisca Alda Hortência Dias, é outra personalidade importante do local. Natural do Ceará, ela chegou ao Rio aos 16 anos e iniciou sua trajetória de empreendedorismo antes mesmo da Feira ser transferida para o interior do Pavilhão de São Cristóvão. “Trouxe a cultura nordestina e contribuo com a cidade. Somos o que somos pelo acolhimento do carioca”, afirma, com orgulho. Ela é proprietária de um restaurante dentro da Feira e de outro em Copacabana, onde a música e a arte nordestina continuam a encantar os cariocas.

Conclusão: Um Local de Preservação Cultural e Lazer

A Feira de São Cristóvão não é apenas um centro de comércio e gastronomia, mas sim um importante espaço de preservação da cultura nordestina no Rio de Janeiro. Ela continua a ser um ponto de encontro para aqueles que querem celebrar suas raízes, seja para dançar um forró, saborear pratos típicos ou simplesmente vivenciar a calorosa hospitalidade do Nordeste.

Fontes: camara.rio/

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