O Exército Brasileiro firmou contrato com o BNDES para estruturar a reforma e a ampliação turística no Forte de Copacabana. A iniciativa visa modernizar a infraestrutura, ampliar a capacidade museológica e fomentar o turismo local. Apesar de abrir caminho para uma concessão pública, o Exército reiterou que não haverá privatização da unidade. O projeto preserva integralmente a vocação militar e respeita o tombamento histórico do espaço.
Modelo e prazos
O BNDES terá até 36 meses para realizar diagnósticos técnicos, estudar o patrimônio arquitetônico e definir o modelo de concessão. O objetivo é valorizar os serviços culturais e turísticos por meio de um processo licitatório que envolva a iniciativa privada, sem perder o controle estatal do espaço.
Potencial e público
Hoje, o Forte de Copacabana recebe cerca de 35 mil visitantes por mês e abriga um acervo de mais de 15 mil peças históricas. Reconhecido nacional e internacionalmente, o museu militar é um dos pontos turísticos mais importantes do Rio de Janeiro. Com a modernização, a expectativa é ampliar ainda mais a visitação, integrando educação, lazer e preservação cultural.
Inspiração para outros patrimônios
Autoridades e especialistas acreditam que esse modelo de parceria público-privada poderá servir como referência para outros fortes históricos do Rio de Janeiro, como os de Leme, Urca e Santa Cruz. Entretanto, a aplicação dependerá do equilíbrio entre valorização turística, conservação patrimonial e segurança militar.