Foto: Viatura da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investiga o caso – Divulgação/PCERJ
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu um homem acusado de matar a ex-companheira com a ajuda do próprio genro, de apenas 17 anos. Segundo os investigadores, o crime, ocorrido em Santa Cruz, na Zona Oeste da capital, foi motivado pelo desejo do suspeito de recomeçar a vida com o adolescente em Portugal.
A prisão ocorreu na última sexta-feira (6). A vítima, de 36 anos, teria sido atraída pelo ex-companheiro até uma área de matagal. Lá, ele a algemou e desferiu dezenas de facadas. O homem ainda voltou ao local do crime três vezes, segundo seu depoimento, para queimar o corpo com gasolina.
Suspeito confessou e levou polícia até a ossada
Após ser preso, o suspeito confessou o crime e revelou onde havia ocultado o corpo. Agentes encontraram uma ossada no local indicado. A Polícia Civil já realiza exames para confirmar a identidade dos restos mortais.
Além disso, os investigadores apuram o grau de envolvimento do adolescente, namorado da enteada do suspeito. Embora ele não esteja preso, o jovem é investigado por suposta participação na ocultação do cadáver.
Vítima ameaçava pedir guarda do filho
De acordo com o depoimento transcrito pela polícia, o crime teria sido motivado por ameaças da vítima de ir à Justiça para requerer a guarda do filho. O suspeito relatou que o término do relacionamento aumentou os conflitos dentro da casa, especialmente após a chegada do adolescente com quem ele mantinha uma relação.
Testemunhas relataram que o homem se dizia homossexual, mas havia aceitado se casar com a vítima para ter um filho. O casal iniciou a relação em 2019. Entretanto, segundo relatos, ele agredia frequentemente a mulher e os filhos, chegando a quebrar o braço da enteada.
Jovem teria sido acolhido na casa e iniciado namoro com enteada
Em 2024, o suspeito conheceu o adolescente durante o Carnaval. Pouco tempo depois, o levou para morar na casa com a ex-companheira. Com o tempo, o jovem começou a namorar a enteada do acusado, de 13 anos. Conforme relatos, o relacionamento entre o suspeito e a vítima se deteriorou após a chegada do adolescente.
Cerca de um mês antes do assassinato, a mulher se mudou com os filhos mais velhos para a casa da mãe, na Baixada Fluminense. Mesmo assim, manteve contato com o ex-companheiro, que a convenceu a um encontro no dia do crime.
Família só soube do desaparecimento após 40 dias
Segundo a investigação, o homem ainda fingiu ser a vítima por meio de mensagens enviadas à família dela. O desaparecimento só foi registrado 40 dias depois, o que dificultou os primeiros passos da apuração policial.
A defesa do acusado não foi localizada pela reportagem. Já a polícia segue apurando todos os detalhes do caso e não descarta novas prisões.
fonte: folha.uol.com.br