Pesquisar

Em decisão liminar, a juíza determinou que a SECON-RJ não possa interromper as atividades religiosas no Santuário, como as missas da Semana Santa.

A ação judicial foi motivada por um incidente ocorrido no dia anterior (18), quando um pedestal montado para uma missa caiu devido a uma rajada de vento, ferindo um turista chileno de 16 anos. O Procon-RJ, vinculado à SECON-RJ, visitou o Santuário para uma fiscalização. Durante a vistoria, foi constatado que as estruturas usadas nas celebrações não possuíam as devidas autorizações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) nem do Corpo de Bombeiros. O órgão apontou que a instalação de eventos no platô do Cristo Redentor estava proibida até que as licenças fossem apresentadas.

A ação judicial e a defesa do Santuário

A juíza Caroline Rossy Brandão Fonseca, ao conceder a liminar, classificou como “desproporcionais” e “inconstitucionais” as ações da SECON-RJ. A magistrada argumentou que as medidas da Secretaria violavam a liberdade religiosa garantida pela Constituição, pois o Santuário Cristo Redentor é um espaço de natureza religiosa, e não comercial. Ela destacou que a tentativa de interdição do local foi uma medida “extrema”, sem justificativa legal válida.

O Santuário Cristo Redentor, em nota, afirmou que a intervenção da SECON-RJ ocorreu de maneira arbitrária, especialmente considerando que as celebrações religiosas da Semana Santa estavam em andamento. A administração do Santuário reforçou que as missas e celebrações litúrgicas são realizadas diariamente, cumprindo todos os protocolos de segurança exigidos.

Liberdade religiosa e normas de segurança

Embora tenha garantido o direito de realização das missas, a decisão também orientou a Mitra Arquiepiscopal a respeitar as normas de segurança em todas as celebrações. O Santuário comprometeu-se a seguir todas as orientações pertinentes para preservar a segurança dos frequentadores, mantendo os rigorosos cuidados exigidos.

A resposta do IPHAN e do ICMBio

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) afirmou que não havia solicitado autorização para a montagem das estruturas no platô do Cristo Redentor e que, de acordo com a Portaria Iphan nº 420/2010, eventos desse tipo em bens tombados precisam de autorização prévia.

Já o ICMBio, responsável pela gestão do monumento, está atento a qualquer incidente envolvendo a segurança dos visitantes. O caso do turista chileno ferido e a morte de um turista gaúcho em março evidenciam a necessidade de atenção redobrada à segurança no local. A visitação ao Cristo Redentor continua sendo monitorada de perto pelas autoridades.

Fontes: odia.ig.com.br/g1.globo.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Temperaturas caem e previsão indica chuvas isoladas até segunda-feira

Homem em situação de rua é baleado durante tentativa de roubo em ônibus na Zona Norte do Rio

Últimas notícias
IMAGENS PARA O SITE (29)
Dívida de R$ 15 milhões da SuperVia ameaça serviços essenciais nos trens do Rio

Débitos com fornecedores, manutenção e bilhetagem podem afetar operação de 270 km de trilhos e 104 estações na Região Metropolitana.

IMAGENS PARA O SITE (28)
Eventos esportivos impulsionam economia e consolidam Rio como destino internacional

Maratonas, campeonatos de vôlei e partidas da NFL atraem turistas, movimentam hotéis e fortalecem imagem do Rio no exterior.

IMAGENS PARA O SITE (27)
Polícia Federal investiga desvio de 300 computadores na sede da Receita Federal no Rio

Operação Backdoor apura esquema de subtração de equipamentos da Receita Federal, avaliado em R$ 350 mil. Mandados de busca foram cumpridos em diferentes bairros do Rio e em Angra dos Reis.