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Operação da Polícia Civil mobiliza dezenas de equipes e provoca caos no trânsito, educação e saúde. Mais de 40 mandados foram cumpridos.

Todas as pistas da Avenida Brasil estão fechadas — Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), uma megaoperação contra o narcotráfico no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio. A ação mira 70 traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e é resultado de sete meses de investigações. Até às 10h35, agentes haviam prendido 14 suspeitos, sendo quatro em flagrante. Três fuzis, duas pistolas, granadas e coquetéis molotov foram apreendidos.

Fuzil apreendido no Complexo de Israel — Foto: Reprodução
Tiroteio fecha vias e fere passageiros

Durante o intenso tiroteio, que se espalhou por comunidades como Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau, duas pessoas foram baleadas. Manoel Américo da Silva, de 60 anos, foi atingido no peito dentro de um ônibus da linha 442B, da Evanil, e levado ao Hospital Geral de Nova Iguaçu. Seu estado é estável. Marcelo Silva Marques, motorista da mesma empresa, foi baleado no braço ao conduzir o coletivo pela Linha Vermelha.

Trânsito colapsado e medo nas ruas

A interdição total da Avenida Brasil e da Linha Vermelha entre 6h e 7h20 provocou colapso no trânsito. Passageiros se jogaram no chão de estações do BRT para se proteger dos disparos. Por precaução, o Centro de Operações Rio (COR) colocou a cidade em estágio 2 de atenção.

Transporte, educação e saúde afetados

Ao menos 50 linhas de ônibus sofreram alterações ou paralisações. O BRT Transbrasil suspendeu três linhas e a SuperVia interrompeu ações no ramal Saracuruna. Na educação, 21 escolas municipais cancelaram aulas. Quatro unidades de saúde fecharam e outras duas suspenderam visitas domiciliares.

Liderança do tráfico e estrutura militarizada

Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou 44 criminosos sem mandados anteriores. Todos atuam sob comando de Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”, líder do TCP e um dos mais procurados do estado. O grupo impõe toque de recolher, monitora áreas com drones e até organizou um núcleo para abater aeronaves policiais com armamento pesado.

A facção também é acusada de promover intolerância religiosa e controlar serviços públicos locais. Dois imóveis usados como pontos de ataque serão demolidos, conforme autorização judicial.

Fontes:
g1.globo.com
oglobo.globo.com

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