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Ações ocorreram em Realengo e em São João de Meriti. Material é proibido por lei e pode causar acidentes graves e mortes.

A Polícia Civil do RJ fechou uma fábrica clandestina de linha chilena em Realengo, na Zona Oeste do Rio, e prendeu em flagrante um comerciante em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, nesta segunda-feira (6).

A linha chilena é usada em pipas, mas, assim como o cerol, é proibida por lei. Ambos são materiais cortantes que podem provocar acidentes graves e até matar — sendo que a linha chilena é quatro vezes mais afiada que o cerol.

As ações foram realizadas por agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), com base em informações de inteligência sobre a produção e venda do material ilegal.

Fábrica improvisada e ponto de venda

Em Realengo, os policiais encontraram um casebre improvisado com tapumes e telhas utilizado para fabricar a linha chilena. No local, foram apreendidos insumos e equipamentos, como pipas, pó semelhante ao quartzo, frascos de cola, carretéis de linha e uma máquina artesanal de enrolamento.

Na sequência, os agentes foram até o bairro Tomazinho, em São João de Meriti, onde identificaram um ponto de venda. No endereço, também havia substância semelhante ao quartzo, cerol e linhas chilenas prontas para comercialização.

O responsável pelo comércio confessou a prática e foi autuado em flagrante por fornecer, vender e expor à venda substância nociva à saúde.

A Polícia Civil informou que as ações integram um conjunto de operações para combater a fabricação e a venda de materiais ilegais que colocam a população em risco.

Casos recentes e aumento de denúncias

As ações ocorrem em meio ao aumento de casos envolvendo linha chilena no RJ.

Dados do Disque Denúncia apontam que o número de registros mais que dobrou em um ano: foram 561 denúncias em 2024 e 1.203 no ano passado. Nos três primeiros meses deste ano, já são 110 registros.

Na última quinta-feira (2), um homem morreu após ser atingido no pescoço por uma linha chilena em Cascadura, na Zona Norte do Rio.

A vítima foi o administrador Leandro Rezende Cardoso, de 45 anos, que pilotava uma moto no momento do acidente. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas sofreu uma parada cardíaca e não resistiu.

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