O corpo do mineiro Thiago Lourenço Morgado, de 36 anos, será enterrado nesta sexta-feira (18), no Cemitério da Saudade, em Belo Horizonte. Thiago foi assassinado de forma extremamente violenta no Rio de Janeiro, onde morava e trabalhava em uma padaria com o autor do crime, Bruno Guimarães da Cunha Chagas.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime ocorreu após uma discussão entre os dois colegas no imóvel onde moravam, no Morro de São Carlos, na região central do Rio. Durante a briga, Bruno esfaqueou Thiago e, em seguida, esquartejou o corpo. Partes dos restos mortais foram armazenadas na geladeira da residência, enquanto outras foram cozidas e trituradas no liquidificador. O suspeito pretendia descartar os pedaços pelo vaso sanitário para dificultar a identificação da vítima.
Desaparecimento e buscas
Thiago havia sido visto pela última vez no domingo (12), quando fechou a padaria onde trabalhava. No dia seguinte, enviou uma mensagem de despedida a um colega, afirmando que não voltaria mais ao emprego. O tom do texto levantou suspeitas entre os colegas, principalmente porque ele nunca havia faltado ao serviço sem aviso.
Preocupados com o sumiço, funcionários da padaria acionaram a família, que então iniciou uma busca pela vítima. Uma das irmãs de Thiago, que também vive no Rio, soube que ele morava no Morro de São Carlos, mas não sabia o endereço exato. Com a ajuda de moradores da comunidade, a residência foi localizada.
Corpo encontrado em geladeira
Ao chegar ao imóvel, os familiares foram recebidos por Bruno, que alegou que Thiago havia se mudado. A versão, no entanto, não convenceu. Vizinhos decidiram invadir a casa e, dentro da geladeira, encontraram os sacos plásticos com partes do corpo da vítima.
Bruno foi imediatamente imobilizado pelos moradores até a chegada da polícia. No local, os agentes da Delegacia de Homicídios da Capital e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) realizaram perícia e apreenderam evidências.
Em depoimento, o autor confessou o crime e revelou detalhes macabros, como o ato de cozinhar os restos mortais e utilizar o liquidificador para tentar se livrar do corpo.
Comoção e pedidos de justiça
A irmã da vítima, Jancilaine Morgado, agradeceu o apoio da comunidade e cobrou justiça. “Sem a solidariedade dos vizinhos, talvez nunca encontrássemos o corpo. Thiago era uma pessoa do bem, não tinha envolvimento com nada errado. Foi vítima de um ato monstruoso”, declarou.
O caso gerou forte repercussão nas redes sociais, com internautas manifestando indignação diante da crueldade e clamando por punição exemplar ao assassino.
Velório e enterro em Belo Horizonte
Após liberação do Instituto Médico Legal (IML) do Rio, os restos mortais de Thiago foram transportados para Minas Gerais. O velório está marcado para esta sexta-feira no Cemitério da Saudade, tradicional campo-santo da capital mineira, onde familiares e amigos prestarão as últimas homenagens.
Investigação continua
Bruno Guimarães foi preso em flagrante e responderá por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A Polícia Civil segue investigando se houve premeditação e se o suspeito possui histórico de distúrbios mentais ou envolvimento em outros crimes. A motivação exata do assassinato ainda está sendo apurada.
Fontes:
g1.globo.com