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Aumento de acidentes com linhas cortantes no Rio de Janeiro preocupa autoridades e motociclistas.

Na tarde da última segunda-feira (2), o motoboy Luan Motta, que trabalha por aplicativo, escapou por pouco de um acidente fatal ao ser atingido por uma linha chilena enquanto trafegava pela Linha Amarela, na altura do Anil, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Por sorte, Luan conseguiu arrancar o material cortante do pescoço com as próprias mãos antes que o corte se aprofundasse.

Segundo o relato, o acidente aconteceu por volta das 16h30. Na ocasião, Luan não usava antena corta-pipa, acessório considerado essencial para prevenir esse tipo de situação. “Como eu estava devagar, deu para tirar a linha na hora. Fica o alerta: não brinquem com isso. Andem sempre com antena”, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais.

Após o ocorrido, ele instalou o equipamento e reforçou o aviso aos colegas de profissão. “Sou cria da rua, mas isso aqui é perigoso demais. Não tem como prever.”

Cresce o número de ocorrências com linha chilena no estado

Infelizmente, nem todos têm a mesma sorte. Em 27 de maio, o também motociclista Auriel Missael Henrique, de 41 anos, morreu ao ser atingido por uma linha chilena na Linha Vermelha, em Duque de Caxias. Ele estava com a esposa na garupa.

De acordo com o programa Linha Verde, ligado ao Disque-Denúncia, o uso de cerol e linha chilena explodiu em 2025. De janeiro a maio, foram 395 denúncias no estado do Rio de Janeiro, mais que o dobro registrado no mesmo período de 2024 (149). Este é o maior número desde a criação do programa, em 2013.

Somente no município do Rio, foram 299 registros. Os bairros mais denunciados são Piedade (113), Campo Grande (17), Realengo (16) e Paciência (13).

Concessionárias e autoridades buscam medidas preventivas

A Lamsa, concessionária que administra a Linha Amarela, confirmou que, nos últimos cinco anos, foram 49 acidentes envolvendo linha de pipa na via. Por isso, a empresa desenvolve ações educativas em parceria com outras instituições e distribui antenas antilinha para motociclistas.

Especialistas e agentes de trânsito defendem a instalação obrigatória do acessório em motos, principalmente nas regiões mais afetadas. A população pode denunciar pontos de venda ou uso de cerol e linha chilena através do Disque-Denúncia (2253-1177).

Fontes:
g1.globo.com
tupi.fm

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