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Caroline Pinto dos Santos teve 65% do corpo queimado durante uma cerimônia em Realengo, na Zona Oeste. Família cobra justiça, e o caso é investigado pela 35ª DP.

Foto: Redes sociais
Caroline Pinto dos Santos morreu na manhã desta quinta-feira (9), após passar 25 dias internada no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Ela teve cerca de 65% do corpo queimado durante uma cerimônia religiosa em um terreiro em Realengo, também na Zona Oeste. O caso foi registrado na 35ª DP, em Campo Grande, e é investigado pela Polícia Civil.

Segundo familiares, o caso aconteceu no dia 13 de junho. Durante a cerimônia, Caroline estava próxima a uma cumbuca com fogo quando um homem teria adicionado combustível ao recipiente. As chamas se espalharam rapidamente e atingiram a vítima. Ela foi socorrida e permaneceu internada em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos.

Vídeo mostra momento em que fogo atinge Caroline

Imagens que circulam sobre o caso mostram Caroline agachada perto de imagens religiosas durante a cerimônia. Em seguida, um homem se aproxima de uma cumbuca com fogo e acrescenta combustível ao recipiente.

No mesmo instante, as chamas aumentam e atingem a vítima. O vídeo também mostra a reação de desespero das pessoas que estavam no local, que correm e gritam por água para tentar apagar o fogo.

A gravação deve ser analisada pela investigação para ajudar a esclarecer a dinâmica do ocorrido e a responsabilidade de cada pessoa envolvida.

Vítima ficou 25 dias internada

Após ser atingida pelas chamas, Caroline Pinto dos Santos foi levada para atendimento médico e ficou internada por 25 dias no Hospital Pedro II, unidade de referência localizada em Santa Cruz.

Ela teve queimaduras graves em grande parte do corpo. A morte foi confirmada na manhã desta quinta-feira. Caroline deixa três filhas.

Nas redes sociais, familiares e amigos publicaram mensagens de luto. Uma das filhas escreveu uma homenagem à mãe e lamentou a perda.

Família cobra justiça

A família de Caroline cobra respostas sobre o que aconteceu durante a cerimônia. Uma irmã da vítima afirmou que os responsáveis pelo ritual não foram mais localizados após o episódio.

Segundo ela, o zelador do terreiro teria dito que não sabia que alguns fiéis usariam combustível durante a cerimônia. A familiar questionou a versão e pediu que as autoridades apurem o caso.

A irmã também afirmou que o homem que adicionou combustível à cumbuca seria marido da responsável religiosa da vítima. De acordo com os familiares, os dois não foram mais encontrados.

Responsável religiosa publicou nota

Uma mulher que se apresenta como mãe de santo, chamada no candomblé de yalorixá, publicou uma nota de esclarecimento nas redes sociais antes de desativar seus perfis.

No texto, ela afirmou que o babalorixá que comanda o terreiro não teria relação com o uso de combustível nem seria responsável pela vida religiosa de Caroline. Ela declarou ainda que o ritual realizado naquele dia tinha caráter particular e teria sido conduzido por ela e pelo esposo.

Na nota, a mulher classificou o episódio como um acidente inesperado e imprevisível. A versão deverá ser apurada pela Polícia Civil.

Polícia Civil investiga o caso

O caso foi registrado na 35ª DP, em Campo Grande. A investigação deve apurar as circunstâncias da cerimônia, quem participou do ritual, quem manuseou o combustível e se houve negligência, imprudência ou outra conduta que possa ter contribuído para a morte de Caroline.

A Polícia Civil também deve analisar o vídeo do momento em que as chamas atingem a vítima, ouvir testemunhas e familiares e buscar informações sobre a estrutura do terreiro e os procedimentos adotados durante o ritual.

Até o momento, não há informação oficial sobre prisões.

Caso ocorreu em Realengo, na Zona Oeste

O episódio aconteceu em um terreiro de candomblé em Realengo, bairro da Zona Oeste do Rio. A região fica próxima a outros bairros populosos, como Bangu, Padre Miguel, Campo Grande e Santa Cruz.

A morte de Caroline Pinto dos Santos causou comoção entre parentes, amigos e pessoas que acompanharam a repercussão do caso nas redes sociais. Familiares pedem que os responsáveis sejam identificados e que a investigação avance.

Segurança em cerimônias com fogo entra em debate

A morte de Caroline também chama atenção para os cuidados necessários em qualquer atividade que envolva fogo, álcool, combustível ou materiais inflamáveis. Em ambientes fechados ou com concentração de pessoas, o risco de propagação das chamas aumenta.

Especialistas em segurança recomendam que líquidos inflamáveis nunca sejam adicionados a recipientes com fogo aceso, pois a chama pode se espalhar rapidamente e causar queimaduras graves.

No caso de Realengo, a investigação deverá esclarecer se houve uso irregular de combustível e se os envolvidos tinham conhecimento dos riscos.

O que se sabe até agora

Caroline Pinto dos Santos morreu nesta quinta-feira (9), após 25 dias internada com queimaduras graves.

Ela foi atingida por chamas durante uma cerimônia religiosa em um terreiro em Realengo, na Zona Oeste do Rio.

A família afirma que um homem adicionou combustível a uma cumbuca com fogo, fazendo as chamas atingirem a vítima.

Caroline teve cerca de 65% do corpo queimado e estava internada no Hospital Pedro II.

O caso foi registrado na 35ª DP, em Campo Grande, e segue sob investigação da Polícia Civil.

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