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Operação da Polícia Civil identifica oficinas clandestinas, uso de transportadoras privadas e fluxo constante de negociações de fuzis e metralhadoras.

Foto: Reprodução

A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (13) uma operação que mira um esquema de fabricação artesanal e comércio ilegal de armas de fogo no Rio de Janeiro e no Paraná. A ação, conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), contou com apoio da Polícia Civil paranaense e cumpriu mandados de busca e apreensão nos dois estados.

Os investigadores afirmam que o grupo mantinha uma estrutura profissionalizada, capaz de produzir e distribuir fuzis, metralhadoras e munições de variados calibres. As equipes também identificaram locais usados como oficinas e depósitos, onde eram guardadas ferramentas, peças, insumos e equipamentos de recarga.

Fluxo de mensagens e provas digitais reforçam suspeitas

A operação ganhou força após a perícia de dispositivos eletrônicos apreendidos em uma etapa anterior da investigação. Os peritos encontraram um volume expressivo de mensagens, fotos e vídeos que indicavam negociações frequentes entre fabricantes, intermediários e compradores.

Os agentes concluíram que o grupo lucrava de forma contínua e utilizava transportadoras privadas para enviar os armamentos. Havia ainda instruções claras para disfarçar o conteúdo das encomendas e esconder a identidade dos remetentes, o que dificultava o rastreamento.

Oficinas clandestinas e repasse sem registro

Durante as buscas, os policiais encontraram áreas adaptadas para funcionar como oficinas, com bancadas e materiais específicos para a produção de armamento. Parte das armas era montada artesanalmente, enquanto outra parte era adquirida irregularmente e revendida sem registro.

O grupo repassava os armamentos para terceiros sem qualquer controle oficial, ampliando o risco de circulação de armas em atividades criminosas.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil afirma que ainda busca identificar outros integrantes da rede, além de aprofundar a análise sobre o volume de armas produzidas e distribuídas. O material apreendido será encaminhado para perícia detalhada, o que deve ajudar a mapear o alcance da operação clandestina.

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