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A Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticulou, na última quinta-feira (22), um depósito clandestino de combustíveis em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
A ação, liderada por agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), resultou de semanas de investigação, inteligência e monitoramento.
Segundo os policiais, o galpão funcionava sem qualquer tipo de licença ambiental ou autorização para atividade econômica.
Refino ilegal colocava em risco vidas e meio ambiente
As autoridades identificaram que o imóvel operava como centro de refino e armazenamento ilegal de combustíveis. Além de ameaçar a segurança pública, a prática causava danos ambientais severos, especialmente ao solo.
Durante a operação, seis homens foram presos em flagrante no momento em que manipulavam material inflamável. Esses indivíduos responderão pelos crimes previstos nos artigos 54 e 56 da Lei de Crimes Ambientais. Essas infrações incluem a poluição com risco à saúde humana e a operação de atividade perigosa sem permissão.
Laudo pericial confirma contaminação e alto risco de acidentes
Peritos constataram a contaminação do solo dentro do galpão, provocada pelo manuseio indevido de combustíveis.
As análises técnicas indicaram a presença de resíduos tóxicos e alto potencial de combustão. Além disso, a operação resultou na apreensão de cerca de 20 mil litros de combustível, veículos e equipamentos usados pela quadrilha.
A Polícia Civil interditou o imóvel e solicitou à Justiça o perdimento do material apreendido, que poderá ser repassado à Secretaria de Polícia Civil (SEPOL).
Investigação continua para identificar mais envolvidos
A Polícia Civil mantém as investigações para localizar outros integrantes da organização criminosa. De acordo com os agentes, depósitos clandestinos como este representam alto risco de explosões e incêndios. Além disso, esses locais costumam operar em áreas urbanas, ampliando o perigo para a população.
Os seis presos permanecem à disposição da Justiça, enquanto as diligências seguem em curso.
Fonte: cnnbrasil.com.br