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Operação identificou grupos antidemocráticos que planejavam atentados com explosivos caseiros e coquetéis molotov; três suspeitos foram presos.

Momento da detenção de membro de grupo que, segundo a polícia, pretendia realizar ataques a bomba no Centro do Rio — Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro impediu ataques terroristas planejados para o Centro da capital, nesta segunda-feira. A corporação prendeu três suspeitos durante a ofensiva.

Segundo a instituição, a ação resultou de um trabalho contínuo de inteligência policial. Além disso, a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática coordenou toda a investigação.

A Polícia Civil batizou a ofensiva de Operação Break Chain. Dessa forma, os agentes interromperam manifestações antidemocráticas que utilizariam bombas caseiras e coquetéis molotov.

Mandados e ampliação da operação

Inicialmente, a Justiça autorizou mandados contra quatro investigados. Contudo, novas informações surgiram ainda pela manhã, o que ampliou a operação.

Assim, a polícia identificou outros 13 suspeitos. Portanto, os agentes cumpriram dezenas de mandados de busca e apreensão em várias regiões do estado.

As diligências ocorreram na capital, na Região Metropolitana e no interior. Todos os endereços tinham ligação direta com os investigados.

Planejamento de ataques e alvos estratégicos

As investigações começaram após a identificação de grupos em redes sociais. Esses grupos organizavam atos antidemocráticos em diversos estados do país.

No Rio de Janeiro, o protesto estava marcado para as 14h, em frente à Assembleia Legislativa. Entretanto, a polícia agiu antes do início das ações.

O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que o grupo planejava atentados com explosivos improvisados. Além disso, os integrantes possuíam tutoriais detalhados para fabricação de bombas.

Segundo Curi, os suspeitos pretendiam atacar autoridades, prédios públicos e grandes eventos. Dessa maneira, o grupo buscava espalhar pânico e instabilidade social.

Conteúdo extremista e risco à população

Durante as apurações, os agentes encontraram materiais voltados à radicalização. Além disso, localizaram instruções para fabricação de artefatos incendiários.

Os investigados produziam bombas com pregos e bolas de gude. Assim, a Polícia Civil avaliou que o risco à população era concreto e imediato.

Embora o grupo se apresentasse como anticorrupção, a polícia identificou incentivo direto à violência. Portanto, os atos configuravam terrorismo e incitação ao crime.

Estrutura do grupo e prisões

O delegado Luiz Lima explicou que as pautas do grupo eram genéricas. Contudo, o objetivo real era provocar caos e destruição no Centro do Rio.

Segundo a polícia, o grupo nacional reunia cerca de oito mil integrantes. No Rio de Janeiro, aproximadamente 300 pessoas participavam ativamente.

Um dos presos administrava o grupo no estado. Além disso, todos os detidos tinham papel ativo no planejamento das ações violentas.

Investigações continuam

A Polícia Civil afirmou que as investigações seguem em andamento. Dessa forma, os agentes buscam identificar outros envolvidos e possíveis financiadores.

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