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Investigação da Polícia Civil revelou atuação na Rocinha, uso de carimbos falsos e comercialização de atestados médicos por aplicativos de mensagens

A Polícia Civil prendeu um criminoso acusado de herdar do próprio pai um esquema de falsificação e venda de atestados médicos falsos na Rocinha, Zona Sul do Rio.

O homem, identificado como Adílio Campos Chagas, divulgava os serviços ilegais por aplicativos de mensagens e atendia clientes interessados em afastamentos fraudulentos do trabalho.

Durante a ação policial, agentes encontraram na residência do suspeito diversos carimbos falsos contendo nomes e registros inexistentes de médicos e unidades de saúde.

Investigação começou após denúncia médica

As investigações foram conduzidas pela 25ª DP, em Todos os Santos, após uma médica denunciar o uso indevido de seus dados em um atestado falso, ainda em 2024.

Na ocasião, uma empresa procurou a profissional para confirmar a autenticidade do documento, o que levou à identificação inicial do criminoso.

Apesar disso, o pedido de prisão feito naquele momento foi negado, sendo impostas apenas medidas restritivas ao investigado.

Reincidência levou à prisão

No fim de 2024, a mesma médica voltou a ser vítima do esquema ao descobrir nova falsificação utilizando seus dados profissionais de forma fraudulenta.

Com o novo registro, os policiais chegaram novamente ao mesmo suspeito, o que resultou na expedição de um mandado de prisão no fim de dezembro.

Segundo o delegado Hilton Alonso, o criminoso utilizava um nome falso para ofertar os atestados e tentar dificultar a identificação policial.

Valores variavam conforme os dias afastados

O inquérito apontou que o esquema funcionava há cerca de cinco anos e permitia que os compradores escolhessem o motivo e a duração do afastamento.

Além disso, os documentos incluíam receitas médicas e carimbos falsificados de hospitais públicos e particulares, sem qualquer consulta médica real.

De acordo com a investigação, um dia de afastamento custava R$ 25, enquanto atestados de até cinco dias eram vendidos por R$ 75.

Fraude era combinada por mensagens

As negociações ocorriam integralmente por aplicativos de mensagens, onde os clientes escolhiam inclusive a data de validade do atestado médico fraudulento.

Durante as diligências, os policiais identificaram uma mulher que confessou a compra de um dos documentos falsos.

As mensagens trocadas durante a negociação detalharam todo o funcionamento do esquema criminoso.

Documentos imitavam modelos oficiais

Um dos atestados apreendidos era idêntico ao modelo disponibilizado pela Prefeitura do Rio e atribuía a consulta a um hospital da Zona Sul.

A investigação não apontou envolvimento das unidades de saúde, ficando claro que os papéis timbrados faziam parte da falsificação.

Criminoso confessou esquema herdado

Após ser identificado, Adílio foi intimado a prestar esclarecimentos e compareceu à delegacia, onde confessou a prática criminosa.

Segundo o depoimento, o pai já atuava na venda de atestados falsos e, após sua morte, ele assumiu o esquema usando talões deixados pelo genitor.

Fontes: odia.ig.com.br

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