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Protestos ocorrem enquanto o Rio de Janeiro atinge Nível 4 de calor, com sensação térmica de até 44°C. Governo promete repasse para climatização em 90 dias.

Foto: Rede Globo

A onda de calor extremo no Rio de Janeiro levou estudantes a protestarem contra a falta de ar-condicionado em escolas da rede pública estadual. Na manhã desta segunda-feira (17), alunos do Colégio Estadual Professora Maria Terezinha de Carvalho Machado, na Praça Seca, fecharam a Rua Cândido Benício para reivindicar melhores condições nas salas de aula.

O município acionou, pela primeira vez, o protocolo de Nível 4 de calor – em uma escala que vai até 5 – devido à previsão de sensação térmica entre 40°C e 44°C. O calor excessivo tem impactado diretamente o ambiente escolar, tornando as salas de aula insuportáveis para estudantes e professores.

Rede estadual tem 200 escolas sem climatização

Um levantamento recente revelou que 200 escolas da rede estadual ainda não possuem ar-condicionado. No total, o estado do Rio de Janeiro conta com 1.234 unidades escolares e cerca de 14 mil salas de aula. Destas, apenas 1.034 estão climatizadas.

O governo informou que 60 dessas escolas funcionam em prédios compartilhados com a prefeitura, o que impede a instalação dos equipamentos sem autorização municipal. Além disso, anunciou que, dentro de 90 dias, será feito um repasse financeiro para as unidades que precisam adquirir ar-condicionado.

Denúncias e medidas emergenciais

Na última terça-feira (11), o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) de São Gonçalo denunciou a situação em audiência com a Secretaria de Educação. O município conta com 114 escolas, mas apenas 26 possuem climatização adequada. Professores e alunos relataram dificuldades para manter o ritmo escolar diante das temperaturas elevadas.

Diante do cenário preocupante, as prefeituras de Itaguaí e Mangaratiba decidiram reduzir a carga horária das aulas para minimizar os efeitos do calor extremo sobre os estudantes.

Governo promete resposta, mas alunos seguem pressionando

Apesar da promessa de investimentos, os estudantes continuam mobilizados, cobrando soluções urgentes. “Ficar na sala de aula nesse calor é impossível. Precisamos de uma solução agora, não daqui a três meses”, afirmou um dos manifestantes.

Enquanto isso, meteorologistas alertam que as altas temperaturas devem persistir nos próximos dias, reforçando a necessidade de medidas emergenciais para garantir um ambiente adequado para o aprendizado.

Fonte: g1.globo.com/abcdoabc.com.br

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