Com a proximidade do Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti nos cemitérios da cidade. Ao todo, 20 locais receberão inspeções para identificar e eliminar possíveis criadouros do transmissor da dengue, zika e chikungunya.
As atividades acontecem em duas etapas: a primeira entre os dias 26 e 29 de outubro, antes do feriado, e a segunda entre 3 e 6 de novembro, após a passagem dos visitantes. O objetivo é reduzir os riscos de proliferação do mosquito em locais que costumam receber grande movimentação nesta época do ano.
Os cemitérios são considerados pontos estratégicos para o controle das arboviroses devido à presença de vasos de flores e outros recipientes que podem acumular água parada, criando condições favoráveis para a reprodução do mosquito.
Vasos de flores e recipientes serão inspecionados
Durante as vistorias, equipes da Vigilância em Saúde percorrerão os cemitérios para localizar objetos e depósitos que possam acumular água.
Os agentes poderão esvaziar recipientes, eliminar materiais que representem riscos e aplicar larvicidas em locais onde o tratamento for necessário. A medida busca impedir o desenvolvimento das larvas do mosquito.
A segunda etapa das inspeções, programada para depois do Dia de Finados, terá atenção especial aos recipientes utilizados para colocar flores nos túmulos.
A preocupação está relacionada ao aumento da circulação de visitantes durante o feriado, quando muitas famílias deixam homenagens e arranjos florais nos cemitérios.
Quais cemitérios receberão as ações?
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as inspeções contemplarão cemitérios de diferentes regiões do Rio de Janeiro.
Entre os locais incluídos estão São Francisco Xavier, no Caju; São João Batista; Jardim da Saudade, em Sulacap; Memorial do Carmo; Inhaúma; Irajá; Ricardo de Albuquerque; Campo Grande; Santa Cruz e Jardim da Saudade, em Paciência.
Também estão previstas ações nos cemitérios da Ordem Terceira da Penitência, Murundu, Israelita, Pechincha, Piabas, Guaratiba, São Francisco de Paula, Ingleses e Cacuia.
A iniciativa busca ampliar a prevenção em espaços públicos e privados que apresentam condições favoráveis ao acúmulo de água, especialmente durante períodos de maior circulação de pessoas.
Rio já ultrapassou 9,7 milhões de vistorias em 2026
O trabalho de prevenção realizado nos cemitérios faz parte de uma estratégia permanente da Secretaria Municipal de Saúde para controlar a circulação do Aedes aegypti.
Segundo dados divulgados pela pasta, até 10 de outubro de 2026 foram realizadas 9.728.581 vistorias em imóveis em diferentes regiões do município.
Nesse período, 1.330.015 recipientes que poderiam servir como criadouros do mosquito foram tratados ou eliminados.
Em 2025, a secretaria contabilizou 12.297.072 visitas a imóveis e 1.684.674 depósitos tratados ou eliminados.
Além dos cemitérios, as equipes de vigilância atuam durante todo o ano em residências e locais considerados estratégicos, como borracharias, ferros-velhos, depósitos de materiais de construção e garagens de ônibus.
Esses espaços recebem atenção por apresentarem estruturas e objetos que podem favorecer o acúmulo de água.
População também pode ajudar na prevenção
A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da participação dos moradores na prevenção à dengue e às demais doenças transmitidas pelo mosquito.
A eliminação de recipientes que acumulam água é uma das principais medidas para impedir a reprodução do Aedes aegypti.
Nos cemitérios, a atenção deve ser redobrada com vasos e arranjos florais, especialmente aqueles que podem reter água da chuva.
A população também pode solicitar inspeções ou denunciar locais com possíveis focos do mosquito por meio da Central 1746, canal de atendimento da Prefeitura do Rio.
As ações preventivas buscam reduzir os riscos de transmissão da dengue, zika e chikungunya, principalmente com a aproximação dos meses mais quentes do ano.
Fontes: Prefeitura do Rio de Janeiro