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Operações serão transferidas para o Galeão; autoridades reforçam segurança e controlam espaço aéreo no Rio de Janeiro.

Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro — Foto: Alexandre Macieira / Riotur

O Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro, suspenderá todas as operações nos dias 6 e 7 de julho, por determinação da Aeronáutica. A medida ocorre devido à realização da Cúpula do BRICS, que reunirá chefes de Estado e delegações estrangeiras na cidade.

Todos os voos programados para o Santos Dumont nesses dois dias serão transferidos para o Aeroporto Internacional do Galeão. Contudo, as companhias aéreas alertam que as alterações devem começar já no dia 5 e podem se estender até 8 de julho.

Companhias aéreas adotam medidas emergenciais

A Latam remanejou 116 voos para o Galeão, especialmente os com origem ou destino em Congonhas, Guarulhos e Brasília. A empresa contatou mais de 11 mil passageiros diretamente afetados.

A Azul também confirmou a transferência completa das operações nos dias 6 e 7 e avalia ajustes pontuais para os dias 5 e 8. Já a Gol informou que está notificando clientes via SMS e e-mail, oferecendo remarcação ou reembolso gratuito em caso de desistência.

Galeão se prepara para aumento de voos e delegações

Com o desvio de voos e a chegada das delegações estrangeiras, o movimento no Galeão deve crescer até 50%, segundo o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA). Estima-se que 299 mil passageiros passarão pelo aeroporto entre os dias 4 e 8 de julho, com 1.971 voos previstos no período.

Espaço aéreo será restrito em três níveis

Para garantir a segurança do evento, a Aeronáutica dividiu o espaço aéreo em três zonas:

  • Área Proibida (10 km do MAM): Apenas aeronaves autorizadas diretamente envolvidas na Cúpula poderão operar.
  • Área Restrita (110 km): Voos oficiais e comerciais precisam de autorização prévia e passam por inspeção obrigatória.
  • Área Reservada (150 km): Voos turísticos, com drones, parapentes ou instrutores estão proibidos. Aeronaves de passagem podem ser desviadas.

Além disso, uso de drones só será permitido a mais de 55 km do centro do evento, com autorização da Aeronáutica e cadastro regular na ANAC. Infrações podem gerar apreensões ou penalidades legais.

FAB utilizará mísseis em caças para garantir segurança

A Força Aérea Brasileira (FAB) comunicou que aeronaves que desrespeitarem as zonas de restrição poderão sofrer intervenções, perseguições ou até destruição. Todos os caças utilizados no monitoramento da operação estarão equipados com mísseis ativos.

A segurança será centralizada na Sala Master de Comando e Controle, que funcionará de 3 a 9 de julho com representantes da FAB, Polícia Federal, ANAC, Secretaria de Aviação Civil e outros órgãos federais. A central atuará em tempo real para coordenar decisões rápidas frente a qualquer eventualidade.

Fonte: cbn.globo.com

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