Foto: Serviço 190 da PM do RJ sai do ar por mais de 4 horas | Divulgação
O serviço 190 da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, principal canal para denúncias e pedidos de socorro, ficou fora do ar por cerca de 4 horas e 30 minutos, entre a noite de sábado (12) e a madrugada de domingo (13). A instabilidade no número emergencial comprometeu o atendimento à população em todo o estado.
Segundo informações oficiais da PMERJ, divulgadas nas redes sociais da corporação, a falha no sistema ocorreu por problemas técnicos com a empresa prestadora do serviço de telefonia. A interrupção afetou diretamente a comunicação entre a população e os batalhões operacionais da Polícia Militar.
Polícia orientou população a usar aplicativo como alternativa
Durante a falha, a Polícia Militar orientou os moradores a utilizarem o aplicativo 190RJ, disponível para celulares com acesso à internet. A ferramenta permite a comunicação direta com os centros de atendimento da corporação em situações emergenciais, servindo como um plano de contingência em casos de falhas no número tradicional.
Contudo, a medida levantou discussões sobre o acesso limitado à internet em diversas comunidades e regiões periféricas, que concentram altos índices de chamadas por ocorrências policiais.
Restauração do serviço e impacto no atendimento
A normalização do 190 foi confirmada pela Polícia Militar ainda na manhã de domingo, sem detalhamento do horário exato de retorno. Apesar disso, a corporação não informou quantas ocorrências deixaram de ser registradas no período, nem quantas chamadas foram redirecionadas ao aplicativo alternativo.
Em 2023, o serviço 190 recebeu mais de 890 mil chamadas no primeiro semestre, evidenciando sua importância central na segurança pública do estado.
Especialistas alertam sobre vulnerabilidade dos canais de emergência
A falha expôs a fragilidade da estrutura tecnológica dos serviços essenciais, segundo especialistas em telecomunicações e segurança pública. Para eles, a ausência de redundância em um canal tão vital representa um risco significativo à resposta rápida a crimes, emergências médicas e acidentes.
Eles defendem a criação de sistemas paralelos e offline, além da ampliação da cobertura de internet e do investimento em soluções de backup com múltiplas operadoras.
Fonte: g1.globo.com