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Missão financiada por bilionário chinês leva tripulação para rota inédita ao redor dos polos da Terra.

Sapce X lança astronautas à órbtia polar — Foto: Reprodução/X
A SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, realizou um feito inédito ao lançar a primeira missão tripulada para a órbita polar da Terra. A missão Fram2, financiada pelo bilionário chinês Chun Wang, decolou do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, na noite de segunda-feira (31). O voo deve durar entre três e cinco dias, sobrevoando os polos norte e sul em um trajeto inédito para missões tripuladas.

Tripulação e objetivos da missão

O comandante e patrocinador da missão, Chun Wang, é um investidor maltês nascido na China e fundador de uma empresa de mineração de bitcoin. Ele embarcou na cápsula Crew Dragon ao lado de três convidados:

  • Jannicke Mikkelsen, cineasta norueguesa especialista em cinematografia de realidade virtual;
  • Rabea Rogge, cientista polar e pesquisadora alemã de robótica;
  • Eric Philips, aventureiro australiano conhecido por suas expedições de esqui nas regiões polares.

A tripulação realizará 22 experimentos científicos, investigando os efeitos do voo espacial e da microgravidade no corpo humano.

A trajetória inédita da órbita polar

Diferente das missões convencionais, que seguem a linha do Equador, a Fram2 viaja de polo a polo. Essa rota, mais comum para satélites devido à sua baixa altitude (entre 200 e 1.000 km), permite um mapeamento detalhado da superfície terrestre.

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), desvios de até 10° ainda classificam uma órbita como polar. A missão enfrentou desafios extras ao ser lançada da Flórida, pois a rotação da Terra favorece lançamentos para o leste. Para seguir em direção ao sul, a Crew Dragon precisou de ajustes complexos.

SpaceX e o avanço dos voos orbitais privados

A Fram2 marca a 16ª missão tripulada da cápsula reutilizável Crew Dragon, desenvolvida pela SpaceX com apoio da NASA. Desde que a empresa iniciou seus voos privados, o mercado de viagens espaciais cresceu. Hoje, cada assento na Dragon custa cerca de US$ 55 milhões.

Diferente de missões financiadas por governos, a tripulação da Fram2 embarcou sem apoio estatal. Isso reforça a liderança da SpaceX no setor de voos orbitais privados, à frente da Boeing, cuja cápsula Starliner ainda está em desenvolvimento.

A missão representa um avanço significativo para o turismo espacial e a pesquisa científica em microgravidade. Se bem-sucedida, poderá abrir caminho para novos voos tripulados nessa trajetória.

Fontes:
cnnbrasil.com.br
g1.globo.com

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