Pesquisar
ALERJ - Transforma sua vida

Traficante condenado a quase 80 anos de prisão é removido para unidade de segurança máxima.

Seap transfere traficante Breno da Silva Sousa, conhecido como ‘Breno do Guandu’, para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná — Foto: Divulgação

O Governo do Rio de Janeiro transferiu, nesta terça-feira (25), o criminoso Breno da Silva Sousa, conhecido como Breno do Guandu, para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Condenado a 79 anos e 11 meses de prisão, ele já cumpriu 6 anos e 7 meses e seguirá para o cumprimento do restante da pena em regime de segurança máxima.

A medida faz parte da estratégia estadual para combater o crime organizado e ocorre após a transferência de Nando Bacalhau, outro traficante de alta periculosidade. A ação integra um acordo entre o governador Cláudio Castro e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que prevê a remoção de 10 criminosos para unidades federais.

Operação de Transferência

A remoção de Breno do Guandu envolveu 17 policiais penais e cinco viaturas, garantindo máxima segurança no transporte. Por volta das 9h30, o criminoso já estava sob custódia da Polícia Penal Federal, que assumiu a responsabilidade pelo detento ao chegar à unidade paranaense.

Segundo o governador Cláudio Castro, a ação reforça a necessidade de um esforço conjunto entre estados e governo federal no combate ao crime.

“Temos defendido que a segurança pública deve ser tratada como uma questão nacional. A retomada das transferências para presídios federais é essencial para desarticular facções criminosas”, declarou Castro.

Histórico Criminal

Breno do Guandu comandava o tráfico em 13 comunidades de Japeri, na Baixada Fluminense. Ele acumulava 26 anotações criminais, incluindo tráfico de drogas, homicídio qualificado, roubo majorado, corrupção de menores e extorsão.

A polícia aponta que ele tinha forte influência no Comando Vermelho (CV), sendo um dos principais articuladores da facção na região. Com sua remoção, autoridades esperam reduzir o poder da organização e enfraquecer a estrutura do crime no estado.

Expansão das Transferências

Desde 2023, o Governo do Rio já enviou 36 criminosos de alta periculosidade para unidades federais. A lista inclui nomes conhecidos, como:

  • Rogério de Andrade – contraventor ligado ao jogo do bicho;
  • Luiz Antônio da Silva Braga (Zinho) – chefe de uma das maiores milícias do estado;
  • Robson Aguiar Oliveira (Binho) – líder do tráfico no Morro do Engenho da Rainha.

A meta do governo é continuar removendo criminosos que representam risco à ordem pública e ao sistema prisional estadual.

Próximos Passos

A Seap-RJ já prepara novas transferências. O governo mantém sigilo sobre os próximos nomes para evitar liminares que impeçam a saída dos detentos. A estratégia busca impedir que líderes criminosos sigam comandando suas facções mesmo atrás das grades.

A transferência de Breno do Guandu reforça a política de endurecimento contra facções e indica que o estado não pretende recuar no combate ao crime organizado.

Fonte: diariodorio.com/g1.globo.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Vídeo viral mostra abordagem em área lotada; PM orienta envolvidos e não registra condução à delegacia.

Cada uma das 12 agremiações receberá R$ 1 milhão; recursos chegam ainda nesta segunda e fortalecem a reta final de preparação para o Carnaval.

Últimas notícias
IMAGENS PARA O SITE (2)
Temporal coloca Duque de Caxias em alerta máximo e provoca alagamentos no RJ

Temporal atingiu a Baixada Fluminense e a capital, causou alagamentos, quedas de árvores e acionamento de sirenes.

IMAGENS PARA O SITE (1)
Audiência vai discutir futuro da Cabana do Pescador em Cabo Frio

Patrimônio histórico no Morro do Vigia será tema de conciliação com MPF e Prefeitura.

IMAGENS PARA O SITE
Guns N’ Roses cancela show no Rio de Janeiro; entenda o motivo

Apresentação no Estádio Nilton Santos foi retirada da turnê por decisão logística; demais datas no Brasil estão mantidas.