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Declaração ocorre após líder ucraniano acusar republicano de reproduzir desinformação russa, enquanto aliados europeus reagem e Moscou vê interação como positiva.

Foto mostra Zelensky e Trump durante um encontro em setembro de 2024 — Foto: Shannon Stapleton/Reuters


Trump ataca Zelensky e amplia crise diplomática
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de “ditador” nesta quarta-feira. A declaração veio após Zelensky afirmar que o republicano vivia em uma “bolha de desinformação” russa e favorecia Vladimir Putin. Em sua rede social Truth Social, Trump criticou o líder ucraniano, minimizou o apoio europeu a Kiev e afirmou que apenas ele conseguiria encerrar a guerra no Leste Europeu.

“Um ditador sem eleições, é melhor Zelensky agir rápido ou não terá mais um país”, escreveu Trump. Ele também insinuou que o presidente ucraniano deseja prolongar o conflito para continuar recebendo recursos de Washington. O ataque verbal gerou reações imediatas de aliados europeus, que classificaram a fala como absurda.

Europa critica Trump e reforça apoio à Ucrânia
Líderes europeus reagiram com indignação à declaração de Trump. A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, afirmou que chamar Zelensky de ditador é “absurdo” e que a verdadeira ditadura na região está na Rússia e na Bielorrússia. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, reforçou que qualquer acordo de paz deve considerar as preocupações de segurança europeias e os direitos da Ucrânia.

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, destacou que a Ucrânia precisa participar das negociações de paz. Enquanto isso, o chanceler alemão, Olaf Scholz, enfatizou que apenas Vladimir Putin é responsável pelo conflito.

Moscou vê benefício na crise EUA-Ucrânia
O Kremlin respondeu positivamente às falas de Trump. O presidente russo, Vladimir Putin, classificou o episódio como “um primeiro passo para retomar o diálogo” entre Moscou e Washington. Ele destacou que, sem confiança entre os países, não há solução para a crise ucraniana

Guerra na Ucrânia: três anos de conflito
A guerra na Ucrânia completará três anos em fevereiro. Em 2022, tropas russas invadiram o país sob a justificativa de depor o governo ucraniano e proteger russos étnicos. Desde então, o conflito se intensificou, e a Ucrânia conta com amplo apoio militar e financeiro do Ocidente. Trump, no entanto, argumenta que a ajuda americana foi excessiva e sugere que a Ucrânia pague por esse suporte com terras raras.

Zelensky rejeitou a proposta e afirmou que não venderia o país. No entanto, ele admitiu que poderia oferecer contratos vantajosos a empresas americanas.

Fontes:
bbc.com
g1.globo.com
cnnbrasil.com.br
oglobo.globo.com

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