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Bloco rebate acusações do presidente dos EUA e critica negociação sem envolvimento ucraniano.

Stefan de Keersmaecker, o porta-voz da Comissão Europeia. Foto: Bogdan Hoyaux/Divulgação União Europeia, 2025,

A União Europeia (UE) respondeu de forma contundente às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chamou o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, de “ditador”. O bloco reafirmou a legitimidade do governo da Ucrânia e criticou a exclusão de Kiev das negociações para um possível acordo de paz.

Trump chama Zelensky de “ditador” e gera crise diplomática

Trump surpreendeu a comunidade internacional ao atacar Zelensky em uma postagem nas redes sociais. O presidente norte-americano alegou que o ucraniano “evita organizar eleições” e, por isso, não poderia ser considerado um democrata.

As declarações ocorrem em meio às negociações entre Washington e Moscou para um cessar-fogo. A aproximação entre Trump e Vladimir Putin tem gerado preocupação entre líderes europeus e ucranianos, que temem um acordo desfavorável para a Ucrânia.

Reação da União Europeia

O porta-voz da Comissão Europeia, Stefan de Keersmaecker, rebateu as críticas de Trump e reafirmou o apoio da UE a Zelensky. “A Ucrânia é uma democracia, a Rússia de Putin não. Zelensky foi eleito de maneira legítima em eleições livres, justas e democráticas”, declarou.

Os europeus também criticaram a falta de representação da Ucrânia nas negociações entre os EUA e a Rússia. Segundo Keersmaecker, “não pode haver uma solução para a Ucrânia sem a participação da Ucrânia ou da União Europeia”. Para o bloco, qualquer decisão que exclua Kiev compromete a segurança europeia.

Negociações EUA-Rússia e a resposta ucraniana

Os encontros entre Washington e Moscou avançam, mas sem o envolvimento direto da Ucrânia. Representantes dos dois países se reuniram na Arábia Saudita para discutir um possível acordo de paz. No entanto, a ausência de Kiev no processo irritou Zelensky, que reafirmou sua posição contrária a um acordo negociado sem seu governo.

O líder ucraniano também denunciou a proposta feita pelos EUA em troca de apoio militar: US$ 500 bilhões em riquezas minerais da Ucrânia para reembolsar Washington. “Eu defendo a Ucrânia, não posso vender nosso país”, afirmou Zelensky em coletiva.

Antes das negociações com Putin, Trump havia condicionado a continuidade da ajuda militar à Ucrânia à entrega de terras ricas em minerais. Inicialmente, Zelensky considerou uma parceria estratégica, mas, ao perceber a exclusão ucraniana das conversas de paz, recuou da ideia.

Fonte: cartacapital.com.br/g1.globo.com

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