Pesquisar
ALERJ - Transforma sua vida

Nova exigência impõe prova de cidadania para eleitores nos EUA.

Medida assinada pelo presidente americano condiciona financiamento federal ao cumprimento das novas regras e gera polêmica sobre impacto na participação eleitoral.

Trump assina decreto para mudar sistema eleitoral dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (25) um decreto que altera as regras eleitorais do país. A nova norma exige prova documental de cidadania para que os eleitores possam se registrar para votar. O documento também reforça restrições à contagem de votos recebidos após o Dia da Eleição.

A decisão gerou reações imediatas e deve ser alvo de disputas judiciais. Especialistas apontam que a exigência pode dificultar o acesso ao voto para milhões de cidadãos americanos. Em contrapartida, Trump afirma que a medida reforça a segurança eleitoral e impede fraudes.

Brasil citado como referência no uso da biometria

O decreto cita o Brasil e a Índia como exemplos de boas práticas na identificação de eleitores. “Índia e Brasil vinculam a identificação do eleitor a um banco de dados biométrico, enquanto os Estados Unidos dependem amplamente da autodeclaração de cidadania”, diz o texto.

O sistema brasileiro de votação por biometria já foi implementado em diversas regiões e tem como objetivo evitar fraudes eleitorais. Nos EUA, a ausência de um registro nacional unificado dificulta a adoção de mecanismos semelhantes.

Combate a fraudes e novas restrições eleitorais

Trump argumenta que o atual sistema falha em impedir que imigrantes em situação irregular votem ilegalmente. Embora já seja proibido que não cidadãos participem das eleições, ele defende que a comprovação de cidadania é necessária para evitar fraudes.

O decreto estabelece que os departamentos de Segurança Interna, Estado e Administração da Seguridade Social compartilhem informações com os estados para verificar a legalidade dos eleitores. Caso um imigrante ilegal ou estrangeiro tente se registrar para votar, o secretário de Segurança Nacional deverá informar o Procurador-Geral no prazo de 90 dias.

Além disso, a nova norma proíbe a contagem de votos recebidos após o fechamento das urnas, exceto quando a legislação estadual já prevê essa possibilidade. O documento condiciona o financiamento federal ao cumprimento dessas regras.

Reações e possíveis batalhas judiciais

Grupos de direitos civis e líderes estaduais criticam a medida, alegando que pode afetar eleitores sem acesso fácil a documentos comprobatórios. O Centro Brennan, da Universidade de Nova York, estima que cerca de 21,3 milhões de americanos em idade de votar não possuem provas imediatas de cidadania.

Especialistas afirmam que a Constituição americana concede autonomia aos estados para definir suas regras eleitorais. Dessa forma, a imposição federal pode enfrentar desafios nos tribunais. Nos últimos anos, diversas ordens executivas de Trump foram alvo de processos e bloqueios judiciais.

Fontes:
veja.abril.com.br
1.folha.uol.com.br
g1.globo.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Mulher de 21 anos, grávida de cinco meses, foi atingida por dois tiros enquanto estava no quarto com duas irmãs, segundo familiares. Ela segue internada em estado estável e o bebê passa bem, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

projeto aprovado na assembleia prevê retirada progressiva de copos, talheres e outros materiais plásticos descartáveis nas redes pública e privada de ensino

Últimas notícias
IMAGENS PARA O SITE (16)
Tatu-galinha ameaçado é flagrado em área ambiental de São Pedro da Aldeia

Tatu-galinha ameaçado é flagrado em área ambiental de São Pedro da Aldeia.

IMAGENS PARA O SITE (15)
Paralisação de motoristas afeta linhas de ônibus na Ilha do Governador

Cerca de 350 motoristas da empresa Paranapuan suspenderam a circulação após atrasos salariais e problemas trabalhistas.

IMAGENS PARA O SITE - 2026-03-05T090050.083
Keeta adia estreia no Rio e demite quase 200 funcionários após entraves no mercado de delivery

Empresa chinesa alega barreiras competitivas e mantém operações em São Paulo enquanto revê estratégia de expansão no Brasil.