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Prefeitura prevê investimento de R$ 3,5 milhões em estruturas para reorganizar pontos de embarque e desembarque em áreas de grande fluxo de passageiros.

Érica Martin/Arquivo Agência O Dia

A Prefeitura do Rio anunciou a construção de quatro novos terminais de ônibus nas Zonas Norte e Oeste da cidade. As obras devem começar em junho e terão investimento de aproximadamente R$ 3,5 milhões. Os novos espaços serão implantados em Campo Grande, Santa Cruz, Coelho Neto e Colégio, áreas com grande circulação de passageiros e forte demanda por integração entre diferentes meios de transporte.

A proposta é reorganizar pontos de embarque e desembarque, melhorar a circulação dos usuários e oferecer mais estrutura para quem depende diariamente do transporte público. Os projetos fazem parte de uma atuação conjunta entre a Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos e a Secretaria Municipal de Transportes.

Terminais serão construídos em quatro pontos estratégicos

Os novos terminais de ônibus no Rio serão implantados em locais considerados estratégicos para a mobilidade urbana. Na Zona Norte, as intervenções vão ocorrer no entorno das estações de metrô Coelho Neto e Colégio, ambas na Linha 2.

Esses pontos funcionam como áreas de conexão para passageiros que combinam metrô e ônibus em deslocamentos diários. A região atende moradores de bairros como Coelho Neto, Acari, Barros Filho, Costa Barros e Irajá, além de usuários que seguem para outras áreas da cidade e da Região Metropolitana.

Na Zona Oeste, as obras vão contemplar dois bairros de grande densidade populacional: Santa Cruz e Campo Grande. Em Santa Cruz, o terminal será construído na região da Rua Álvaro Alberto com a Rua Felipe Cardoso. Em Campo Grande, a intervenção ficará no cruzamento da Rua Campo Grande com a Rua Padre Pauwles.

Obras buscam organizar embarque e desembarque

A construção dos terminais tem como objetivo melhorar a organização do transporte público em áreas onde hoje há grande fluxo de passageiros. A expectativa é que os novos espaços ajudem a reduzir a desordem nos pontos finais, facilitar o embarque e desembarque e tornar a rotina dos usuários mais segura.

Em regiões com muitas linhas de ônibus e integração com metrô, a falta de estrutura adequada costuma gerar acúmulo de passageiros, circulação confusa de veículos e espera em locais pouco confortáveis. Por isso, os novos terminais devem funcionar como pontos de apoio para ordenar o serviço e melhorar a experiência de quem utiliza o sistema diariamente.

A Prefeitura informou que os resultados dos processos licitatórios já foram publicados no Diário Oficial. Com isso, as intervenções ficam liberadas para avançar ainda este mês.

Zona Norte terá integração com estações da Linha 2

Na Zona Norte, os terminais próximos às estações Coelho Neto e Colégio devem reforçar a integração entre ônibus e metrô. A região é cortada por importantes vias, como a Avenida Brasil e a Avenida Pastor Martin Luther King Jr., e recebe diariamente trabalhadores que dependem da conexão entre modais.

O entorno do Metrô Coelho Neto já havia passado por ações de ordenamento urbano. A nova intervenção amplia esse processo e busca dar uma estrutura mais adequada aos passageiros que usam o local como ponto de conexão.

Já o terminal no entorno do Metrô Colégio deve atender usuários que se deslocam por bairros próximos e dependem das linhas de ônibus para completar o trajeto até casa, trabalho, escola ou serviços.

Campo Grande e Santa Cruz concentram grande demanda

Na Zona Oeste, Campo Grande e Santa Cruz estão entre os bairros mais populosos da cidade e concentram uma demanda elevada por transporte público. A expansão urbana dessas regiões aumentou a pressão sobre linhas de ônibus, pontos finais e áreas de integração.

A implantação dos novos terminais busca responder a essa necessidade. Em Santa Cruz, a estrutura ficará em uma região de grande movimento, próxima ao cruzamento da Rua Álvaro Alberto com a Rua Felipe Cardoso. Em Campo Grande, o novo terminal será instalado na área da Rua Campo Grande com a Rua Padre Pauwles.

Os dois bairros são polos importantes da Zona Oeste e recebem deslocamentos internos e viagens para outras regiões do Rio. Por isso, a melhoria da infraestrutura de transporte pode ter impacto direto na rotina de milhares de passageiros.

Investimento será de R$ 3,5 milhões

O pacote de obras prevê investimento de aproximadamente R$ 3,5 milhões. O valor será aplicado na construção e adequação dos quatro terminais, com foco em infraestrutura, organização do espaço urbano e melhoria do atendimento aos passageiros.

A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos ficará responsável pelas intervenções estruturais, enquanto a Secretaria Municipal de Transportes atuará na organização operacional ligada ao sistema de ônibus.

Segundo a gestão municipal, a medida faz parte de uma agenda de melhorias para áreas de grande movimento e regiões que concentram forte dependência do transporte coletivo.

Terminais devem beneficiar passageiros da Zona Norte e Zona Oeste

A implantação dos novos terminais deve beneficiar passageiros que usam ônibus diariamente para se deslocar entre bairros, estações de metrô, centros comerciais e áreas de trabalho. A expectativa é que a organização dos pontos finais ajude a melhorar a circulação de pessoas e veículos.

Na prática, os terminais podem facilitar a identificação das linhas, concentrar embarques em locais mais adequados e dar mais previsibilidade ao funcionamento do transporte público. Também podem ajudar a reduzir conflitos no trânsito em áreas onde ônibus param hoje de forma dispersa.

A melhoria é considerada importante porque afeta regiões com alta dependência do transporte coletivo. Muitos moradores de Campo Grande, Santa Cruz, Coelho Neto e Colégio utilizam mais de um modal para completar seus trajetos diários.

Mobilidade urbana segue como desafio no Rio

A construção de novos terminais de ônibus ocorre em um contexto de pressão sobre o sistema de transporte público do Rio. A cidade enfrenta desafios ligados à integração entre modais, tempo de deslocamento, infraestrutura de pontos de ônibus e qualidade dos serviços.

Nas Zonas Norte e Oeste, esses problemas costumam ter impacto ainda maior, já que muitos moradores percorrem longas distâncias até áreas de trabalho, estudo e atendimento público. Por isso, intervenções em pontos estratégicos podem contribuir para melhorar a mobilidade urbana.

Ainda assim, a efetividade das obras dependerá da execução dos projetos, da organização das linhas e da manutenção das estruturas depois da inauguração.

Próximos passos

As obras dos quatro novos terminais de ônibus estão previstas para começar em junho. Os locais contemplados serão Coelho Neto, Colégio, Santa Cruz e Campo Grande.

A Prefeitura ainda deve divulgar detalhes sobre cronograma de execução, eventuais alterações no trânsito, mudanças temporárias nos pontos finais e previsão de entrega das estruturas.

Enquanto isso, os usuários devem acompanhar os comunicados oficiais sobre possíveis impactos nas linhas de ônibus e nos locais de embarque durante o período de obras.

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