Pesquisar
ALERJ - Transforma sua vida

Com mais de 50 anos de carreira, atriz lutava contra um câncer no pâncreas e estava internada há dez dias em hospital da Zona Sul carioca.

Lúcia Alves em Tropicaliente, 1994 — Foto: Nelson Di Rago/Globo

A atriz Lucia Alves morreu nesta quinta-feira (24), aos 76 anos, no Rio de Janeiro. A artista estava internada na Casa de Saúde São José, no Humaitá, após passar mal e apresentar falta de ar no último domingo (13). Familiares confirmaram a informação.

Desde 2022, Lucia enfrentava uma dura batalha contra um câncer no pâncreas. Após o agravamento do quadro, ela foi intubada e sedada, permanecendo sob cuidados intensivos por dez dias. A Casa de Saúde confirmou o falecimento e prestou condolências à família, amigos e fãs.

Carreira brilhante e pioneirismo na TV brasileira

Natural da Tijuca, na capital fluminense, Lucia nasceu em 4 de outubro de 1948. Ela estreou na televisão em 1969, na novela Enquanto Houver Estrelas, da extinta TV Tupi. No mesmo ano, transferiu-se para a Globo, onde interpretou a personagem Geralda em Verão Vermelho, de Dias Gomes.

Lucia ganhou o coração do público nacional ao viver a índia Potira em Irmãos Coragem (1970), um de seus papéis mais lembrados. A atriz participou de novelas, minisséries, seriados, humorísticos e programas especiais, sempre com atuações marcantes.

Humor e emoção marcaram a trajetória da atriz

Durante entrevista ao Memória Globo, Lucia relembrou com carinho um erro de texto que virou piada nos bastidores de Irmãos Coragem. Por engano, chamou o personagem Jerônimo de “Jeromo”, e acabou mantendo o apelido por achar “bonitinho”. A espontaneidade conquistou a equipe e o público.

Ela também revelou que a cena da morte de Potira sempre a emocionou. “Se eu vou dar uma espiada na morte da Potira, eu me emociono. Acredita?”, declarou.

Reconhecimento no teatro e no cinema

Além da televisão, Lucia brilhou nos palcos e nas telonas. Em 2004, ela venceu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Cinema de Brasília, pelo filme Bendito Fruto, dirigido por Sérgio Goldenberg.

A atriz dizia com orgulho que trabalhou por quatro décadas ininterruptas, interrompendo a carreira apenas para dar à luz sua filha. “Acho que trabalhei 40 anos sem parar. Parei só para ter minha filha”, afirmou.

Obra extensa e contribuição inestimável à cultura brasileira

Lucia atuou em produções como Bicho do Mato (1972), Carinhoso (1973), Senhora (1975), Ti-Ti-Ti (1985), Barriga de Aluguel (1990), Tropicaliente (1994) e Joia Rara (2013). Participou também de séries consagradas como A Diarista, A Grande Família, Sob Nova Direção e Carga Pesada.

Seu talento, versatilidade e entrega deixaram marcas profundas na dramaturgia brasileira. Fãs, colegas e estudiosos reconhecem sua importância na construção da identidade da televisão nacional.

Fonte: g1.globo.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Projetos sobre TEA, cidades-irmãs e proteção às mulheres avançam na Câmara do Rio e seguem para nova etapa

Jornalista consagra trajetória marcante no reality e supera adversários com mais de 75% dos votos na grande final.

Últimas notícias
IMAGENS PARA O SITE (1)
Agora é lei: Policiais e bombeiros com familiares doentes poderão solicitar nova lotação em unidade de trabalho

Medida sancionada no Rio permite mudança de lotação para agentes de segurança que cuidam de dependentes com doenças graves

IMAGENS PARA O SITE (3)
Agora é Lei: Campanha “banco vermelho” no combate à violência contra a mulher será criada no Rio

Estado do Rio cria ação simbólica e educativa com bancos vermelhos para conscientizar sobre violência contra a mulher

IMAGENS PARA O SITE (2)
Agora é lei: Crime de stalking será incluído em campanha de conscientização contra violência à mulher

Nova lei amplia conscientização sobre stalking no Rio e reforça combate à violência psicológica contra mulheres