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Medida afeta horários de menor movimento e visa reduzir custos com operação ociosa; passageiros podem enfrentar mais espera nos pontos.

A partir desta quarta-feira (16), a cidade do Rio de Janeiro terá uma redução de 20% nas viagens de ônibus realizadas diariamente. A medida foi anunciada pela Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) e afeta principalmente os horários de menor movimento, conhecidos como “entrepico”.

Segundo a SMTR, o novo plano operacional tem como objetivo cortar custos com a chamada “operação ociosa” e aumentar a eficiência do sistema de transporte público. A redução impacta diretamente a frota de ônibus da cidade, que passa de cerca de 26 mil viagens por dia para pouco mais de 20 mil.

Redução segue dados de GPS e embarques

A decisão de cortar viagens de ônibus no Rio foi baseada em um novo sistema de monitoramento com dados de GPS e registro de embarques. Segundo a secretaria, a análise apontou que havia uma quantidade de ônibus circulando acima da demanda real de passageiros, principalmente em determinados horários e trajetos.

Com base nesses dados, a prefeitura identificou um desequilíbrio operacional e decidiu ajustar o número de viagens. As alterações ocorrerão prioritariamente em horários fora do pico e em linhas com baixa demanda.

Linhas mais afetadas perdem até 70 viagens por dia

O impacto não será uniforme em todas as linhas. Algumas delas, como a 315 (Central x Recreio dos Bandeirantes) e a 629 (Irajá x Saens Peña), terão redução de mais de 70 viagens por dia. Outras afetadas incluem:

  • 774 (Madureira x Jardim América): menos 64 viagens
  • 712 (Cascadura x Irajá): menos 62 viagens
  • 862 (Rio das Pedras x Barra da Tijuca): menos 54 viagens

Ao todo, praticamente todas as linhas sofrerão algum tipo de redução.

Corte de subsídio levanta preocupações

A redução de viagens também está relacionada ao corte de subsídios repassados pela prefeitura aos consórcios operadores do sistema. Desde 2022, esses subsídios eram financiados com recursos públicos para equilibrar o sistema. Agora, com a nova política de revisão quinzenal, apenas viagens compatíveis com a demanda serão mantidas.

Especialistas em mobilidade urbana, como o engenheiro Licínio Machado Rogério, alertam para possíveis efeitos colaterais da medida, como demissões no setor, maior tempo de espera nos pontos e superlotação nos horários de pico. Além disso, rodoviários afirmam que a volta às aulas poderá agravar ainda mais o cenário nas ruas.

Prefeitura mantém revisão periódica do plano

A SMTR afirmou que continuará monitorando a demanda de passageiros e fará novos ajustes sempre que necessário. Caso haja aumento significativo no volume de embarques — especialmente no período da madrugada ou em horários considerados críticos — a frota poderá ser readequada.

Em nota, a secretaria reforçou o compromisso com a boa gestão dos recursos públicos e destacou que o plano operacional dos ônibus é atualizado a cada 15 dias.

Fontes:
g1.globo.com
brasildefato.com.br

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