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A “Operação Fim de Jogo”, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), identificou salas com simulações de tráfico, homicídio e oferta de “jobs”. Outros investigados foram alvo de busca e apreensão, e o material recolhido será periciado.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na manhã deste sábado (28), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, um homem suspeito de criar e administrar “bailes virtuais” dentro do Roblox que expunham crianças e adolescentes a conteúdo sexual e apologia ao crime. A ação integra a “Operação Fim de Jogo”, conduzida pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV).

Segundo a investigação, as salas funcionavam dentro do ambiente online e reuniam simulações envolvendo tráfico, homicídio e a oferta de “jobs”, além de conteúdos que remetiam a armas, drogas e bebidas alcoólicas, com incitação a práticas criminosas.

Durante a operação, além da prisão do suspeito, agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a outros investigados. O material recolhido foi encaminhado para perícia, a fim de aprofundar a apuração e reunir mais elementos sobre a atuação do grupo e o alcance das salas dentro da plataforma.

Alerta às famílias e monitoramento de plataformas

Após a ação, a Polícia Civil reforçou o alerta de que a internet não é um ambiente seguro para acesso irrestrito por crianças e adolescentes. Por isso, a orientação é que responsáveis acompanhem de perto as interações, salas acessadas e as conversas em plataformas digitais. Casos suspeitos podem ser denunciados em delegacias especializadas.

O que é o Roblox e por que chama atenção

O Roblox é um dos ambientes digitais mais populares entre o público jovem, reunindo milhares de jogos e experiências criadas por usuários e permitindo interação por avatares personalizados. De acordo com dados atribuídos à empresa, a plataforma registra cerca de 144 milhões de usuários diários no mundo, com 50 milhões abaixo de 13 anos e 57 milhões entre 13 e 17 anos, sendo o celular o principal meio de acesso.

Essa popularidade, no entanto, também acende discussões sobre riscos de exposição a conteúdos impróprios e a possíveis abordagens criminosas, principalmente quando a criação de contas ocorre de forma simples e, em alguns casos, sem exigências robustas de verificação de idade. Ainda segundo relatos e debates recentes, a plataforma passou a adotar mecanismos adicionais de verificação para restringir recursos a determinados perfis, medida que gerou críticas dentro da comunidade.

Conteúdos inadequados e “porta de entrada” para crimes

Autoridades e núcleos de investigação digital apontam que, apesar do caráter lúdico, parte do conteúdo criado por usuários pode apresentar temas inadequados para menores, incluindo apologia a facções, simulações de violência, além de ambientes que incentivem práticas autodestrutivas. Delegacias especializadas relatam, ainda, que conteúdos denunciados podem levar tempo para serem removidos, o que amplia o desafio de proteção.

De acordo com investigadores, uma dinâmica recorrente observada em apurações envolve adultos que se passam por crianças, criam vínculo e tentam levar conversas para outros aplicativos, onde podem ocorrer tentativas de manipulação e pedidos de material íntimo — cenário que reforça a necessidade de supervisão e denúncias rápidas.

O que diz a plataforma

Em posicionamentos públicos recentes, o Roblox afirma que mantém ferramentas de denúncia, monitora comunicações e proíbe conteúdos que promovam atividades ilegais. A empresa também sustenta que utiliza verificações humanas e automatizadas para identificar e remover conteúdos inadequados, além de afirmar que não permite compartilhamento de imagens ou vídeos pelo chat.

A Polícia Civil informou que as investigações sobre os “bailes virtuais” continuam e que novas diligências podem ser realizadas nos próximos dias.

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