Um vídeo gravado por integrantes do Comando Vermelho (CV) mostra o momento em que criminosos utilizam um drone para lançar um artefato explosivo nas proximidades da Associação de Moradores do Parque Dois Irmãos, em Curicica, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O ataque ocorreu na tarde de segunda-feira (13) e deixou um integrante da associação ferido.
As imagens registram os criminosos monitorando pessoas que estavam próximas a um carro branco estacionado na via. Em seguida, um dos integrantes da facção ordena o ataque e grita: “Explode o carro deles”. Logo depois, o drone lança o explosivo, que detona ao atingir o alvo.
Após a explosão, os criminosos comemoram a ação. Um dos envolvidos afirma: “Peguei, peguei”, enquanto o grupo acompanha o resultado do ataque registrado em vídeo.
Drone com explosivo evidencia avanço tecnológico do crime organizado
Segundo informações preliminares, os traficantes afirmaram que o alvo da ação seria um grupo de milicianos que atua na região. O ataque reforça a escalada da violência provocada pela disputa territorial entre organizações criminosas na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Além disso, o episódio evidencia o avanço tecnológico empregado pelo Comando Vermelho em confrontos armados. Nos últimos meses, a facção ampliou o uso de drones para monitoramento de áreas rivais e passou a adaptar esses equipamentos para o lançamento de artefatos explosivos.
Especialistas em segurança pública alertam que essa estratégia aumenta o poder ofensivo das organizações criminosas, dificulta a atuação das forças policiais e amplia os riscos para moradores que vivem em áreas dominadas por facções e milícias.
Disputa por territórios intensifica violência em Curicica
Curicica está entre as regiões afetadas pela disputa entre o Comando Vermelho e grupos milicianos pelo controle de comunidades estratégicas da Zona Oeste. Frequentemente, os confrontos envolvem armamento pesado, barricadas, ataques com explosivos e outras táticas utilizadas para ampliar o domínio territorial.
Além disso, o uso de drones adaptados para fins criminosos representa uma preocupação crescente das autoridades de segurança, que investigam a origem dos equipamentos e a estrutura utilizada pelas facções para realizar esse tipo de ataque.
Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre prisões relacionadas ao caso. As investigações seguem para identificar os responsáveis pelo ataque e apurar todas as circunstâncias da ocorrência.
Fontes: odia.ig.com.br