Um dos estabelecimentos mais tradicionais da Rocinha ganhou um novo reconhecimento na história da comunidade. O Amarelinho da Via Ápia, localizado na Via Ápia, recebeu uma placa que oficializa o restaurante como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Município do Rio de Janeiro.
A entrega aconteceu na noite de segunda-feira (21/9), durante uma celebração realizada no próprio estabelecimento. O reconhecimento foi estabelecido pela Lei Municipal nº 9.479/2026 e considera as práticas e tradições relacionadas ao espaço.
Um restaurante ligado à história da Rocinha
Ao longo dos anos, o Amarelinho se tornou um ponto conhecido na Via Ápia e passou a fazer parte do cotidiano da Rocinha. O estabelecimento é marcado pela gastronomia e pela convivência entre moradores, trabalhadores e visitantes que circulam pela comunidade.
O reconhecimento como patrimônio imaterial valoriza justamente esse conjunto de práticas, relações e tradições construídas ao redor do restaurante.
Gastronomia e turismo comunitário
A valorização de espaços como o Amarelinho também se relaciona ao crescimento do turismo comunitário na Rocinha. Restaurantes, bares e outros estabelecimentos locais passaram a fazer parte de roteiros que apresentam aos visitantes a gastronomia e a cultura produzidas dentro da comunidade.
Em setembro, a Rocinha e o Vidigal receberam a segunda edição do Favela Gourmet, festival que reuniu cerca de 40 bares, restaurantes e lanchonetes das duas comunidades.
O Amarelinho participou da programação, reforçando sua presença entre os estabelecimentos que ajudam a movimentar a gastronomia local.
Outros patrimônios da Rocinha
O Amarelinho não é o único estabelecimento da comunidade reconhecido como patrimônio cultural imaterial.
Em maio deste ano, o Restaurante Social Trapiá, localizado na Travessa Liberdade, também foi declarado Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Município do Rio. O espaço é conhecido pela culinária nordestina e possui mais de duas décadas de história.
Outro ponto comercial reconhecido é o Mercado Popular da Rocinha, que recebeu o título de Patrimônio Imaterial da Cidade em 2021.
Memória preservada pela gastronomia
O reconhecimento do Amarelinho mostra como estabelecimentos comerciais também podem fazer parte da memória cultural de um território.
Na Rocinha, restaurantes e espaços tradicionais preservam costumes, receitas, histórias e relações construídas ao longo de diferentes gerações. Agora, essa importância também passa a ser registrada oficialmente como parte do patrimônio cultural imaterial do Rio.
Fontes
Diário do Rio