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Crime chocou a cidade do interior fluminense; corpos foram encontrados em cisterna após investigação da Polícia Civil.

Foto: Reprodução / Relen Lopes Fotografia

A cidade de Itaperuna, no noroeste do Rio de Janeiro, amanheceu em choque nesta quarta-feira (25), após a revelação de um crime brutal. Um adolescente de 14 anos confessou à Polícia Civil ter matado os pais e o irmão de três anos, ocultando os corpos em uma cisterna localizada na própria residência.

O caso foi desvendado por agentes da 143ª Delegacia de Polícia, após diligências iniciadas na terça-feira (24). A avó do jovem levou o neto à delegacia, alegando não conseguir contato com os pais da criança desde sábado (21). A partir do relato, a Polícia Civil iniciou a investigação que resultaria na trágica descoberta.

Polícia encontrou vestígios de sangue e celulares das vítimas

Na manhã desta quarta, os agentes foram até o imóvel da família, situado no bairro Frigorífico. Durante a perícia, encontraram manchas de sangue em um colchão, além de roupas sujas e parcialmente queimadas. Os celulares das vítimas estavam escondidos dentro de uma bolsa, reforçando a suspeita de ocultação deliberada de provas.

Pouco depois, os policiais notaram um forte odor vindo da cisterna, usada habitualmente para armazenar água. Ao verificar o interior do reservatório, encontraram os corpos já em avançado estado de decomposição.

Adolescente alegou ter cometido os assassinatos após discussão com os pais

Após a descoberta dos corpos, o adolescente confessou o triplo homicídio. Segundo o próprio relato, os pais o proibiram de viajar para outro estado, onde encontraria uma pessoa. O jovem esperou todos dormirem e, usando uma arma do pai, atirou contra os três familiares.

Após os assassinatos, arrastou os corpos e os jogou na cisterna, onde permaneceram por pelo menos três dias. O crime, planejado e executado com frieza, chocou tanto a população local quanto os policiais envolvidos no caso.

Adolescente responderá por ato infracional análogo a homicídio triplamente qualificado

De acordo com a Polícia Civil, o jovem será responsabilizado por ato infracional análogo ao crime de homicídio triplamente qualificado, além de ocultação de cadáver. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente acompanha o caso.

Como o adolescente é menor de idade, a legislação brasileira proíbe que ele seja julgado como adulto. No entanto, ele poderá cumprir medida socioeducativa de internação, com possibilidade de prorrogação, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Fonte:gauchazh.clicrbs.com.br

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