Pesquisar

audiências públicas apontam falhas no degase e exigem prioridade para saúde mental, medidas em meio aberto e valorização funcional.

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realizou audiência pública em 07/10 para revisar o Plano Decenal de Atendimento Socioeducativo, documento que completa dez anos.

Conduzida por órgãos estaduais e representantes da sociedade civil, a audiência identificou a necessidade urgente de reformas nas unidades socioeducativas, com garantia de condições básicas como água potável e estrutura digna para os jovens.

principais propostas de melhoria

Entre as ações sugeridas estão:

  • reestruturação física das unidades e melhoria da central de vagas
  • adequação ao Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase)
  • valorização dos profissionais com plano de carreira e salários dignos
  • protocolos humanizados para saúde mental e bem‑estar dos adolescentes
  • priorização do sistema em meio aberto em comparação à internação sempre que possível

desafios regionais destacados

Durante o debate, representantes da unidade do Degase em Campos relataram obstáculos de acesso, invisibilidade institucional e dificuldades com localização remota.

Também se apontou abandono de alas como no Dom Bosco, falta de profissionais técnicos em turnos essenciais e episódios graves decorrentes dessas omissões, como a morte de um adolescente sem atendimento noturno.

cultura, direitos fundamentais e pós-medida

As atividades culturais, como oficinas de hip hop e grafite, foram ressaltadas como ferramentas poderosas de ressocialização. Essas práticas criam vínculo, fortalecem a identidade dos jovens e oferecem oportunidades concretas de transformação.

Além disso, o debate incluiu a necessidade de garantir direitos fundamentais como alimentação de qualidade, convivência familiar, protocolos contra tortura e maus‑tratos, além de maior apoio no pós-medida socioeducativa.

Avanços institucionais e participação social

O plano decenal precisa reforçar as políticas de educação de jovens e adultos, capacitação de gestores, valorização profissional e atuação intersetorial. Para isso, é essencial envolver a Secretaria de Educação, Defensoria Pública, Ministério Público e a sociedade civil.

A Comissão de Direitos Humanos, por meio da deputada Dani Monteiro (Psol), cobrou maior compromisso do Estado com a socioeducação baseada em direitos humanos e não apenas em uma lógica punitiva. Segundo ela, é urgente resgatar uma perspectiva de futuro para os jovens em cumprimento de medidas.

Fontes: alerj.rj.gov.br/

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Proposta aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça prevê classificação do Comando Vermelho e PCC como grupos terroristas no estado e ainda depende de votação em plenário.

Documento falsificado foi identificado durante análise da Polícia Penal; detento acabou transferido para unidade de segurança máxima.

Últimas notícias
IMAGENS PARA O SITE (40)
Conceição Evaristo reúne 70 profissionais em workshop de literatura e acolhimento no Rio

Escritora reuniu cerca de 70 profissionais da assistência social na MultiRio para incentivar atividades de leitura, escrita e contação de histórias.

IMAGENS PARA O SITE (39)
Força Municipal prende dois homens por tentativa de furto de carro em Botafogo, no Rio

Dois homens foram presos após tentativa de furto de veículo na Praia de Botafogo; sete adolescentes também foram detidos na Freguesia.

IMAGENS PARA O SITE (38)
Câmara do Rio aprova programa para ampliar atendimento de saúde a idosos; projeto aguarda sanção

Projeto aprovado pela Câmara do Rio prevê atendimento integrado, prevenção de doenças e capacitação de profissionais para cuidar da população idosa.