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Decisão rápida da Vara da Infância ocorre após repercussão de imagens; animal apresenta melhora clínica após atendimento veterinário.

Foto: Divulgação

A Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou a internação provisória de dois adolescentes envolvidos no ataque a uma capivara.

Além disso, a decisão foi tomada neste domingo (22), poucas horas após a apreensão realizada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Crime gerou revolta e mobilizou autoridades

Primeiramente, o caso ocorreu na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, durante a madrugada de sábado (21).

Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram o animal sendo perseguido e espancado por um grupo de agressores.

Além disso, a repercussão pública acelerou as investigações, e os suspeitos foram identificados rapidamente.

Ao todo, seis adultos foram presos, enquanto dois adolescentes foram apreendidos pelas autoridades.

Audiência e desdobramentos judiciais

Em seguida, os menores foram encaminhados à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, onde prestaram depoimento.

Posteriormente, a Justiça determinou a internação provisória após audiência realizada no mesmo dia.

Enquanto isso, os seis adultos passarão por audiência de custódia nesta segunda-feira (23).

Eles responderão por maus-tratos, associação criminosa e corrupção de menores.

Estado de saúde do animal

Por outro lado, a capivara recebeu atendimento no núcleo veterinário localizado em Vargem Grande.

Segundo os profissionais, o animal sofreu traumatismo craniano, edemas e sangramento nasal.

No entanto, o quadro clínico apresentou melhora progressiva após os primeiros cuidados médicos.

Assim, os veterinários seguem monitorando a recuperação do animal, que permanece internado.

Relatos indicam violência recorrente

Além disso, testemunhas relataram que tentaram intervir durante o ataque, porém foram agredidas por integrantes do grupo.

Ainda segundo os relatos, os suspeitos já haviam perseguido outros animais em ocasiões anteriores.

Dessa forma, a investigação passou a considerar a possibilidade de crimes recorrentes na região.

Nova legislação pode endurecer punições

O delegado Felipe Santoro afirmou que o caso pode resultar em aplicação inédita de penalidade ambiental.

Trata-se do decreto conhecido como “Justiça por Orelha”, que endurece punições para maus-tratos contra animais.

Além disso, a norma prevê multas entre R$ 1.500 e R$ 50 mil por animal.

Em casos agravantes, o valor pode chegar a R$ 1 milhão, ampliando significativamente as penalidades anteriores.

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