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Passageiros relataram cheiro de queimado, apagão dentro da cabine e presença de equipes de emergência após o pouso.

Foto: Reprodução/FlightAware

Um avião da Azul Linhas Aéreas que seguia do Aeroporto Internacional Tom Jobim, conhecido como Galeão, no Rio de Janeiro, para Curitiba, precisou retornar ao aeroporto de origem na manhã desta quinta-feira (22). Segundo relatos de passageiros, a aeronave apresentou uma pane elétrica e perdeu a comunicação com a torre de controle.

O voo AD4208 utilizava um jato Embraer E195-E2, modelo empregado em rotas comerciais domésticas. A aeronave decolou durante a madrugada e retornou ao Galeão por volta das 6h, conforme os relatos divulgados sobre a ocorrência.

Além disso, equipes de emergência aguardavam a chegada do avião no aeroporto. Após o pouso, passageiros descreveram momentos de apreensão, incluindo um apagão na cabine e um forte cheiro de queimado.

Avião da Azul interrompe voo para Curitiba

A aeronave iniciou a viagem com destino ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, que atende Curitiba e fica em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana da capital paranaense.

Entretanto, durante o trajeto, a tripulação decidiu interromper o deslocamento e retornar ao Rio de Janeiro. Segundo os relatos, a perda de comunicação com o controle de tráfego aéreo motivou o procedimento, em meio à suspeita de falha elétrica.

O FlightAware, plataforma que acompanha o tráfego aéreo, registrou a trajetória do avião. Os dados indicaram que a aeronave seguia sobre o oceano e mudou de percurso nas proximidades de Paraty, na Costa Verde fluminense.

Em seguida, o avião realizou voltas em baixa altitude sobre áreas da Zona Oeste do Rio e da Baixada Fluminense antes de retornar ao Galeão. A manobra antecedeu o pouso no aeroporto de origem.

A trajetória registrada ajuda a compreender o desvio, embora não determine, por si só, a causa técnica da ocorrência. Para esclarecer o motivo exato, será necessário conhecer as informações oficiais sobre a falha e os procedimentos adotados pela tripulação.

Passageiros relatam apagão e cheiro de queimado

Os passageiros afirmaram que não perceberam nenhuma anormalidade significativa durante a parte inicial da viagem. A situação mudou quando o comandante comunicou a necessidade de retornar ao aeroporto de origem.

Uma passageira relatou que a tripulação informou o problema aproximadamente uma hora após a decolagem. Segundo ela, o comandante explicou que o avião enfrentava uma pane elétrica e estava sem comunicação.

“Após 1 hora de decolagem, a tripulação e os passageiros foram informados de que tinha ocorrido uma pane elétrica, que o avião estava sem comunicação, e que voltaríamos para o aeroporto de origem, o Galeão”, relatou a passageira.

Além da interrupção da viagem, a mulher descreveu o que aconteceu após a aterrissagem. Segundo seu depoimento, uma equipe da brigada aguardava a aeronave, enquanto os passageiros perceberam alterações na iluminação da cabine.

“Quando a gente aterrissou, tinha uma equipe da brigada aguardando. O avião se apagou, ficou tudo escuro, senti um cheiro forte de queimado dentro do avião. E aí nós taxiamos bem devagar para o terminal de desembarque”, contou.

O relato descreve a experiência de uma passageira, mas não confirma, isoladamente, a origem do cheiro ou a extensão da falha elétrica. Portanto, uma avaliação técnica será importante para esclarecer esses pontos.

Retorno ao Galeão e procedimentos de segurança

O retorno ao aeroporto de origem permitiu que a aeronave interrompesse a viagem prevista e pousasse no Rio de Janeiro. A presença de equipes de emergência demonstra que profissionais aguardavam a chegada do avião, conforme os relatos dos passageiros.

Na aviação comercial, a tripulação segue procedimentos operacionais específicos quando identifica anormalidades que podem afetar o funcionamento dos sistemas ou a comunicação com o controle de tráfego aéreo.

Além disso, os pilotos podem alterar a rota e retornar ao aeroporto de origem quando avaliam que essa é a alternativa operacional mais adequada. A decisão depende das condições da aeronave, das informações disponíveis e dos procedimentos aplicáveis à ocorrência.

No entanto, a existência de uma pane elétrica não significa, automaticamente, que todos os sistemas da aeronave deixaram de funcionar. A gravidade depende do componente afetado e dos recursos disponíveis para manter as operações.

Até que a companhia ou as autoridades competentes esclareçam o episódio, não é possível determinar quais equipamentos apresentaram falha, o que provocou a perda de comunicação ou se houve danos técnicos adicionais.

Azul deve esclarecer as circunstâncias da ocorrência

O caso envolve três questões centrais: a suspeita de pane elétrica, a perda de comunicação relatada e os procedimentos adotados para o retorno ao Galeão.

A confirmação desses detalhes depende de informações oficiais da companhia aérea e, caso haja apuração técnica, dos órgãos responsáveis pela investigação aeronáutica.

Além disso, os passageiros podem precisar de orientações sobre a continuidade da viagem para Curitiba. Eventuais alterações no itinerário dependem das medidas adotadas pela empresa após a ocorrência.

O episódio reforça a importância dos protocolos de segurança na aviação comercial. Entretanto, somente os esclarecimentos técnicos poderão determinar a causa da falha e as circunstâncias que levaram a tripulação a interromper o voo.

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