Pesquisar

Audiência pública busca alternativas dignas para ambulantes e propõe reforma na legislação municipal de 1992.

A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro promoverá, na próxima segunda-feira (12), uma audiência pública para debater as condições dos trabalhadores informais. A iniciativa partiu da Comissão Especial do Trabalho Informal, liderada pelo vereador Leonel de Esquerda (PT-RJ), e reúne representantes políticos e sociais.

Audiência pública reúne autoridades e movimentos de camelôs

O debate reunirá o deputado federal Reimont (PT-RJ), o procurador do Ministério Público Federal, Dr. Julio Araújo, além de lideranças do SindInformal e do Movimento Unido dos Camelôs (MUCA). Todos eles vêm denunciando irregularidades que afetam a categoria, como o sistema opaco de distribuição de licenças para ambulantes.

Segundo os organizadores, a audiência vai escutar demandas e buscar soluções para garantir melhores condições de trabalho aos camelôs, respeitando sua importância econômica e social.

Depósitos municipais funcionam sem alvará e armazenam alimentos de forma inadequada
Durante inspeção recente ao depósito municipal de Bonsucesso, a Comissão detectou falhas graves. O local abriga produtos perecíveis sem os cuidados exigidos, contrariando normas de conservação. Além disso, tanto esse depósito quanto outro da cidade operam sem o alvará obrigatório do Corpo de Bombeiros, o que preocupa as entidades envolvidas.

Proposta prevê criação de centros de referência com uso de imóveis da União

Um dos principais projetos em discussão é a criação de centros de referência para ambulantes. Esses espaços contariam com infraestrutura adequada e seriam instalados em imóveis da União, já mapeados para esse fim. A medida visa formalizar e proteger o trabalho ambulante de forma segura e organizada.

Leonel propõe revisão da Lei Municipal que regula o setor desde 1992

Apesar dos avanços pontuais, Leonel de Esquerda defende uma reforma estrutural. Para ele, é essencial revisar a Lei Municipal 1.876/1992, que regula o trabalho informal. “Precisamos atualizar uma legislação que tem mais de 30 anos. O foco deve ser a dignidade, e não a repressão”, argumenta o vereador.

Ele propõe inverter a lógica da fiscalização punitiva, oferecendo aos camelôs condições reais de trabalho e integração à economia formal da cidade.

Fontes: diariodorio.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

O hábito de frequentar a praia nem sempre fez parte da cultura carioca; durante muito tempo, o mar era visto apenas como espaço de trabalho e transporte

Evento gratuito reúne especialistas, historiadores e urbanistas para discutir preservação, memória e requalificação urbana entre os dias 17 e 19 de agosto

Últimas notícias
IMAGENS PARA O SITE
Mulher baleada na cabeça pelo companheiro recebe alta após 15 dias internada

Suellen da Silva Ribeiro, de 36 anos, ficou em estado grave após ser atingida por um disparo em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio; suspeito foi preso por tentativa de feminicídio

IMAGENS PARA O SITE (32)
Bruno Henrique vira preocupação do Flamengo após deixar jogo contra Cruzeiro com dores

Atacante sofreu uma lesão no tornozelo esquerdo durante o empate pela Libertadores e será reavaliado pelo departamento médico do clube

IMAGENS PARA O SITE (5)
O bairro que revelou grandes artistas brasileiros

Entre ruas históricas e casas tradicionais, um bairro carioca se tornou berço de músicos, escritores e nomes fundamentais da cultura brasileira