Começaram as obras do novo Terminal Intermodal de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O equipamento será construído em uma área de 22,2 mil metros quadrados, entre a Rua Campo Grande e a Rua Padre Pauwels, próximo à Estrada da Caroba, e será integrado ao atual Terminal BRT Campo Grande.
O projeto prevê um investimento de R$ 71,3 milhões e foi desenvolvido pelas secretarias municipais de Infraestrutura e de Transportes. A proposta é reorganizar a operação dos ônibus e facilitar as conexões entre diferentes bairros da Zona Oeste, além de municípios da Região Metropolitana.
Terminal terá 33 linhas municipais e intermunicipais
Quando entrar em funcionamento, o novo terminal deverá reunir 33 linhas, sendo 21 municipais e 12 intermunicipais.
As linhas municipais atenderão bairros como Campo Grande, Inhoaíba, Cosmos, Paciência, Santa Cruz e Sepetiba. Já as linhas intermunicipais farão conexões com Itaguaí, Seropédica, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Duque de Caxias.
A concentração das linhas em um único ponto busca facilitar as transferências entre os serviços e melhorar a organização da operação do transporte coletivo na região.
O terminal terá capacidade para receber aproximadamente 60 ônibus simultaneamente.
Estrutura será conectada ao BRT
Uma das principais características do projeto será a integração física com o Terminal BRT Campo Grande. Os dois equipamentos serão conectados por uma passarela sob a via férrea, permitindo a transferência entre os ônibus convencionais e o sistema BRT.
O terminal terá dois níveis, com acessos independentes pela Rua Campo Grande e pela Rua Padre Pauwels. Ambos os pavimentos terão ligação com a passarela que leva ao terminal do BRT.
No pavimento superior, com cerca de 13,2 mil metros quadrados, serão construídas três plataformas cobertas e acessíveis, áreas de apoio aos motoristas, guarita de segurança, sanitários públicos e para funcionários, além de escadas e elevador. O espaço poderá receber mais de 30 ônibus simultaneamente.
Já o pavimento inferior terá aproximadamente 8,9 mil metros quadrados, com plataformas cobertas e acessíveis, sanitários públicos e sala administrativa para os motoristas.
Projeto terá comércio e bicicletário
O empreendimento também prevê cerca de 10 quiosques para comércio local e um bicicletário, ampliando as possibilidades de integração entre bicicleta e transporte público.
A expectativa é que a nova estrutura contribua para reduzir deslocamentos e tornar as conexões entre as linhas municipais, intermunicipais e o BRT mais simples para os passageiros.
As obras têm prazo previsto de até dois anos.
Fontes: Prefeitura do Rio de Janeiro.