O comércio varejista do Rio de Janeiro espera um aumento de 1,5% nas vendas durante a primavera, em comparação com o mesmo período de 2025. A projeção é resultado de uma pesquisa realizada pelo Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), que ouviu 250 empresários.
De acordo com o levantamento, 60% dos entrevistados esperam crescimento de até 1,5% nas vendas. As entidades apontam que a previsão considera uma base de comparação elevada em relação ao desempenho registrado na primavera do ano passado.
Entre as regiões da cidade, os comerciantes da Zona Norte demonstram maior expectativa de crescimento, seguidos pelos empresários das Zonas Oeste e Sul e do Centro. Entre os segmentos que devem apresentar maior procura estão moda praia, roupas e calçados esportivos.
Produtos para o calor entram na lista
A primavera começa em 22 de setembro e termina em 21 de dezembro, período em que tradicionalmente aumenta a procura por produtos relacionados às temperaturas mais altas.
Além da troca de roupas, os consumidores devem buscar equipamentos para enfrentar o calor, como aparelhos de ar-condicionado, ventiladores, climatizadores, circuladores de ar e geladeiras.
A pesquisa também aponta expectativa de estabilidade ou crescimento de até 2% nas vendas de óculos, produtos de beleza, protetores solares e hidratantes. Para esses produtos, o desempenho deverá depender das promoções e das estratégias adotadas pelos estabelecimentos para atrair consumidores.
Segundo Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e do SindilojasRio, a chegada da nova estação costuma estimular a renovação do guarda-roupa. Parte dos estabelecimentos já realiza liquidações para reduzir os estoques de inverno e abrir espaço para as coleções de primavera e verão.
Juros e endividamento ainda preocupam
Apesar da expectativa de aumento nas vendas, os lojistas mantêm cautela diante do cenário econômico. Entre os fatores apontados pelas entidades estão os juros, a carga tributária e o endividamento de famílias e empresas.
A avaliação apresentada pelo setor é de que o consumo e a produção seguem em ritmo de desaceleração. Como referência, Aldo Gonçalves cita uma projeção de crescimento de 1,95% para o PIB, abaixo da expansão de 2,3% registrada no ano anterior, segundo os números mencionados na pesquisa.
O comércio também espera contar com datas importantes do calendário do varejo para movimentar as vendas nos últimos meses do ano. Entre elas estão o Dia das Crianças, a Black Friday e o Natal, além do pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário.