A conta de energia elétrica dos consumidores brasileiros terá bandeira verde em outubro, segundo anúncio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (25/9). Com isso, não haverá cobrança adicional relacionada ao sistema de bandeiras tarifárias na fatura do próximo mês.
A mudança interrompe uma sequência de cinco meses de bandeira amarela, que estava em vigor desde maio. Durante esse período, os consumidores pagavam um adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Chuvas ajudam a melhorar condições dos reservatórios
Segundo a Aneel, a mudança está relacionada à transição entre os períodos seco e úmido em parte das principais bacias hidrográficas do país.
O aumento das chuvas, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuiu para melhorar os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com maior disponibilidade de água para geração, diminui a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custos de geração mais elevados.
O que muda na conta
Com a bandeira verde, o consumidor não terá o adicional das bandeiras tarifárias na conta referente ao consumo de outubro.
O sistema de bandeiras funciona como um sinalizador dos custos de geração de energia. Quando as condições são favoráveis, é aplicada a bandeira verde. Em períodos de maior custo, podem ser acionadas as bandeiras amarela ou vermelha.
Os adicionais estabelecidos pela Aneel são:
- Bandeira verde: sem cobrança adicional;
- Bandeira amarela: R$ 1,885 a cada 100 kWh;
- Bandeira vermelha 1: R$ 4,463 a cada 100 kWh;
- Bandeira vermelha 2: R$ 7,877 a cada 100 kWh.
A bandeira verde, porém, não representa uma redução na tarifa-base da energia elétrica. O que deixa de ser cobrado é o adicional relacionado às condições de geração de energia naquele período.
A decisão ocorre ainda em um cenário no qual a Aneel estima um efeito médio de 9,4% de alta nas tarifas de energia em 2026, considerando os processos de reajuste e revisão tarifária realizados no país.
Fontes
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)