Pesquisar

Penélope, conhecida como “Japinha do CV”, não consta entre os mortos identificados; polícia investiga paradeiro da jovem.

A fotografia que viralizou nas redes sociais e chocou o país ao mostrar um corpo com o rosto desfigurado por um tiro de fuzil ganhou novos contornos. Inicialmente atribuída à jovem conhecida como Penélope, a “Japinha do CV”, a imagem era, na verdade, do traficante Ricardo Aquino dos Santos, que morreu durante o confronto com policiais nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Áudios obtidos pela coluna Na Mira revelam que policiais envolvidos na megaoperação confirmaram que o corpo encontrado com roupa camuflada, colete tático e munições era, na verdade, de um homem. A jovem não aparece na lista oficial dos 115 suspeitos já identificados. Até o momento, apenas homens constam entre os mortos no confronto.

Um registro fotográfico divulgado antes da operação mostrava Penélope com fuzil em punho e vestindo uniforme de combate, reforçando sua imagem de “musa do crime”. Contudo, após o encerramento da ação policial, seu paradeiro permanece desconhecido, aumentando o mistério em torno da figura que ganhou notoriedade como suposto rosto feminino na linha de frente da facção.

Nome envolvido em boatos

Com a repercussão da suposta morte, perfis falsos surgiram nas redes sociais utilizando fotos da jovem para espalhar desinformação, pedir contribuições financeiras via Pix e até promover casas de apostas. Em alguns casos, pessoas chegaram a se passar por familiares de Penélope para tentar obter vantagem.

A irmã dessa investigada chegou a se manifestar publicamente pedindo respeito: ela solicitou que as pessoas parassem de compartilhar imagens do corpo que viralizou na internet, reforçando que não havia confirmação sobre a morte da Japinha.

Megaoperação mais letal do Brasil

A ação das forças de segurança se tornou a mais letal da história do país. O objetivo, segundo as autoridades, foi frear a expansão territorial do Comando Vermelho e cumprir mandados de prisão nas comunidades do Alemão e da Penha.

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), dos mortos identificados:

  • 59 tinham mandado de prisão em aberto
  • 97 apresentavam histórico criminal relevante
  • 12 exibiam indícios de envolvimento no tráfico em perfis de redes sociais

Assim, ao menos 109 dos mortos tinham relação direta com a facção criminosa.

Outro dado que chamou atenção foi a presença de criminosos vindos de fora do estado. 54% dos envolvidos eram de outras regiões do Brasil — totalizando 62 pessoas de 11 unidades da Federação, incluindo Pará (19), Bahia (12), Amazonas (9) e Goiás (9).

As circunstâncias das mortes seguem sob análise da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), com acompanhamento do Ministério Público. A Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) também apura o perfil dos mortos e sua ligação com o crime organizado.

Fonte: Metrópoles

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Construído ainda no século XIX, o Túnel da Rua Alice ajudou a transformar a ligação entre bairros da cidade e é uma das marcas da expansão urbana carioca

Dezesseis coletivos foram atravessados em ruas de Cascadura para dificultar ação das forças de segurança; 24 linhas tiveram impacto no itinerário

Últimas notícias
IMAGENS PARA O SITE (76)
Polícia Militar realiza operação para impedir avanço de facção sobre Complexo de Israel

Ação reúne cerca de 200 agentes em comunidades da Zona Norte do Rio e em Duque de Caxias após informações de inteligência sobre disputa territorial

IMAGENS PARA O SITE (75)
Motorista de aplicativo é assaltado durante corrida e levado como refém no Rio

Vítima de 61 anos relatou ter sido agredida, mantida sob ameaça por cerca de uma hora e meia e abandonada após criminosos levarem o veículo

IMAGENS PARA O SITE (74)
Festival Comida de Boteco leva gastronomia e música ao Bangu Shopping em setembro

Evento gratuito reúne pratos típicos de boteco, atrações musicais e programação para toda a família na Zona Oeste do Rio