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Crise econômica e política leva à queda de Olaf Scholz e favorece Friedrich Merz, líder da CDU.

Manifestantes saem às ruas de Frankfurt para protestar contra a AfD, de extrema-direita — Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach

A Alemanha realiza eleições parlamentares antecipadas neste domingo (18), após o colapso do governo de Olaf Scholz. Com a economia fragilizada, crise migratória e tensões políticas, o país deve assistir ao retorno da União Democrata Cristã (CDU) ao poder. Friedrich Merz, líder do partido conservador, desponta como favorito para assumir a chancelaria.

Cenário de instabilidade política e econômica

A economia alemã, antes a mais robusta da União Europeia, enfrenta dificuldades desde 2019. O aumento dos preços da energia, impulsionado pela guerra na Ucrânia, e a forte concorrência chinesa no setor automotivo pressionam a indústria nacional. Além disso, a burocracia excessiva e a escassez de mão de obra agravam a crise.

O governo de coalizão formado pelo Partido Social-Democrata (SPD), os Verdes e o Partido Liberal Democrático (FDP) fracassou em solucionar esses desafios. Diante desse cenário, Scholz perdeu apoio, e a coalizão “semáforo” foi dissolvida em novembro, precipitando novas eleições.

Merz e a possível guinada conservadora

Friedrich Merz, de 69 anos, representa a ala mais conservadora da CDU. Advogado e ex-membro de conselhos administrativos de grandes bancos, ele propõe uma política econômica liberal, com incentivos à energia nuclear e redução de impostos para atrair investimentos. Ele também defende medidas mais rígidas para conter a imigração irregular e reforçar a segurança pública.

Caso seja eleito, Merz poderá adotar uma postura mais alinhada à política externa de Donald Trump, buscando reduzir o financiamento alemão para a guerra na Ucrânia e impulsionar negociações de paz com a Rússia.

A ascensão da extrema-direita e o papel do AfD

O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) cresce nas pesquisas e pode chegar a 20% dos votos. Apesar de ainda distante de liderar uma coalizão, a legenda ganha espaço no Bundestag e pressiona os demais partidos a debaterem pautas conservadoras, especialmente sobre migração e segurança.

Recentemente, a CSU, ala bávara da CDU, uniu-se ao AfD para aprovar uma resolução sobre migração, contrariando a estratégia de Angela Merkel, que sempre evitou alianças com a extrema-direita.

O que esperar das eleições?

As pesquisas indicam uma disputa equilibrada entre a CDU e o SPD, mas com tendência de vitória para os conservadores. Pequenos partidos de esquerda, como o BSW e The Left, também podem conquistar algumas cadeiras, influenciando o novo parlamento.

O próximo governo terá o desafio de recuperar a economia, melhorar a segurança e redefinir o papel da Alemanha na geopolítica global. Com um eleitorado cada vez mais polarizado, a formação de alianças será determinante para o futuro do país.

Fontes:
infomoney.com.br
ocafezinho.com
apublica.org
g1.globo.com

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