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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro investiga a possível participação de outros policiais na morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, na Pavuna.
Além disso, promotores analisam se oficiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro tiveram envolvimento direto ou indireto na ação.
As investigações avançaram após a divulgação de imagens exibidas pelo Fantástico, que mostram diálogos suspeitos durante a operação.
Gravações levantam suspeitas de comando externo
As imagens das câmeras corporais mostram os policiais monitorando o empresário por mais de uma hora antes dos disparos.
Além disso, os agentes conversam com homens identificados como “chefe” e “comandante”, o que levanta suspeitas sobre uma possível cadeia de comando.
Em um dos trechos, um policial atende o telefone e se dirige ao interlocutor como “chefe”, enquanto outro menciona um “comandante”.
Segundo o MP, essas falas serão analisadas para identificar possíveis superiores envolvidos, embora a participação ainda não tenha sido comprovada.
Ação é tratada como possível emboscada
O coordenador do Gaesp, Fábio Corrêa, afirmou que os elementos indicam uma ação planejada.
Além disso, ele destacou que a investigação busca esclarecer motivações, identificar todos os envolvidos e entender a dinâmica do crime.
As imagens indicam que o empresário foi acompanhado desde a madrugada, enquanto um informante repassava sua localização em tempo real.
Consequentemente, os policiais se posicionaram estrategicamente até o momento da abordagem, que ocorreu sem aviso prévio.
Disparos ocorreram sem ordem de parada
De acordo com as gravações, não houve blitz nem bloqueio policial no local onde o veículo foi interceptado.
Além disso, não foi registrada qualquer ordem de parada antes dos disparos, o que reforça a suspeita de execução.
Às 3h06, assim que o carro entrou na rua monitorada, diversos tiros de fuzil foram efetuados contra o veículo.
O empresário foi atingido fatalmente, enquanto sobreviventes relataram desespero logo após os disparos.
Versão apresentada diverge das imagens
Após o crime, um dos policiais afirmou que a vítima teria avançado com o carro contra a equipe, alegando legítima defesa.
No entanto, essa versão foi contrariada pelas imagens, que mostram ausência de ameaça imediata antes dos tiros.
Além disso, a narrativa foi repetida posteriormente na delegacia, embora tenha sido contestada pelos investigadores.
Prisões e desdobramentos da investigação
A Corregedoria da PM prendeu em flagrante os dois policiais envolvidos, e as prisões foram convertidas em preventivas.
Além disso, os agentes permaneceram em silêncio durante os depoimentos, enquanto o inquérito segue em andamento.
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o MP e a Corregedoria apuram se houve emboscada premeditada.
Enquanto isso, o governo estadual decidiu pagar indenização à família da vítima, oferecendo também apoio psicológico.
Possíveis motivações também são investigadas
Os investigadores analisam ainda se o empresário vinha sofrendo extorsões e se relatou abordagens anteriores envolvendo policiais.
Além disso, há indícios de que um cordão de ouro teria sido furtado em ações passadas, o que amplia as linhas de apuração.
Consequentemente, essas informações podem ajudar a esclarecer o contexto que antecedeu o crime.