A morte da advogada Tamirys Teixeira Santos, de 36 anos, encontrada na Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro, ocorreu por AVC associado a afogamento, segundo laudo oficial.
Além disso, a investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu, com base em perícia e diligências, que não houve indícios de crime.
Desaparecimento no Leblon e localização do corpo
Inicialmente, Tamirys desapareceu no último sábado, após entrar no mar na Praia do Leblon, uma das áreas mais movimentadas da Zona Sul carioca.
Posteriormente, equipes do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro localizaram o corpo na tarde de terça-feira, por volta das 14h15, já na Praia de Botafogo.
A identidade foi confirmada por familiares no dia seguinte, após encaminhamento do corpo ao Instituto Médico-Legal (IML).
Circunstâncias antes do desaparecimento
Segundo testemunhas, a advogada estava com amigos na faixa de areia, em frente a um quiosque na altura do posto 11, durante a tarde.
Além disso, relatos indicam consumo de bebida alcoólica ao longo do encontro, que incluía o ex-namorado e outras pessoas próximas.
Ainda de acordo com essas informações, um possível desentendimento teria ocorrido antes de Tamirys entrar no mar, embora isso não tenha sido oficialmente confirmado.
Pertences deixados e ação de funcionários
Antes de entrar na água, Tamirys deixou bolsa, celular e roupas na areia, o que chamou a atenção de funcionários do quiosque.
Consequentemente, após perceberem que ninguém retornou para buscar os itens, trabalhadores recolheram os pertences e os entregaram à família dias depois.
Amigos deixaram o local
Enquanto isso, testemunhas afirmaram que o grupo de amigos deixou o local antes do retorno da advogada, o que aumentou a preocupação.
O ex-namorado, conforme relatos, saiu aparentando embriaguez, porém o momento exato do desaparecimento não foi oficialmente determinado.
Imagens e condições do mar
Por outro lado, imagens de câmeras de segurança foram analisadas, mas não registraram claramente a movimentação na faixa de areia.
O equipamento, voltado para o interior do quiosque, captou apenas imagens parciais da presença da advogada no local.
Além disso, o Corpo de Bombeiros informou que o mar apresentava condições favoráveis no dia, e nenhum acionamento de salvamento foi registrado.
Declaração da família
A mãe da vítima afirmou que Tamirys sabia nadar, o que levantou questionamentos sobre as circunstâncias do afogamento.
“Ela disse que ia até ali e não voltou”, declarou, destacando a movimentação intensa na praia no momento do desaparecimento.
Conclusão da investigação
Por fim, o laudo pericial apontou que a morte foi causada por um acidente vascular cerebral (AVC) associado à asfixia mecânica por afogamento.
Dessa forma, o caso foi encerrado sem indícios de crime, embora parte das circunstâncias ainda gere questionamentos entre familiares.
Fontes: g1.globo.com