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Novo líder da Igreja Católica promete papado voltado à justiça social e à paz global; escolha do nome, linguagem e vestes indicam novo rumo para o Vaticano.

Foto: Reuters
O conclave realizado nesta quinta-feira (8), no segundo dia de votações, elegeu o cardeal norte-americano Robert Francis Prevost como o novo papa. Ele adotou o nome Leão XIV, repetindo um gesto que não ocorria desde 1878, quando Leão XIII assumiu o cargo. Com 69 anos, Prevost se torna o primeiro papa dos Estados Unidos e o 267º pontífice da história da Igreja Católica.

A fumaça branca surgiu da chaminé da Capela Sistina por volta das 13h07 (horário de Brasília), indicando a escolha do novo papa, que recebeu pelo menos 89 dos 133 votos possíveis — mais de dois terços do total necessário.

Três pistas sobre o papado de Leão XIV

Logo em sua primeira aparição na sacada da Basílica de São Pedro, Leão XIV ofereceu três sinais marcantes sobre como pretende liderar os 1,4 bilhão de católicos do mundo.

A primeira pista foi a escolha do nome. O último papa chamado Leão, Leão XIII, defendeu os direitos dos trabalhadores, incluindo salários justos e direito à sindicalização. Ao assumir o mesmo nome, Prevost sinaliza um forte comprometimento com a doutrina social da Igreja.

A segunda pista veio por meio de suas palavras. Ele falou majoritariamente em italiano e fez breves saudações em espanhol — um gesto claro à sua longa atuação missionária no Peru. Não citou os Estados Unidos, mas reforçou uma mensagem de paz global. “La pace sia con tutti voi!” (“A paz esteja convosco!”), disse o novo papa, ecoando tanto as celebrações católicas quanto o clamor por paz diante dos conflitos no mundo.

A terceira pista apareceu em sua escolha de vestimenta. Leão XIV utilizou uma capa papal vermelha tradicional, diferente de Francisco, que havia descartado adereços em sua posse. A decisão marca uma continuidade com toques de mudança, sinalizando respeito à tradição, mas com identidade própria.

Quem é Leão XIV? Trajetória entre EUA e América Latina

Robert Francis Prevost nasceu em Chicago, em 1955, e iniciou sua vida religiosa aos 22 anos. Formou-se em teologia na União Teológica Católica de Chicago e, aos 27, mudou-se para Roma para estudar direito canônico. Em 1984, iniciou uma longa missão no Peru, onde viveu por mais de uma década.

No país andino, Prevost enfrentou o regime autoritário de Alberto Fujimori e chegou a exigir desculpas públicas por injustiças cometidas. Durante a missão, ocupou cargos na Conferência Episcopal Peruana e foi nomeado administrador da Diocese de Chiclayo em 2014, onde atuou por nove anos.

Apesar de sua carreira sólida, Prevost enfrentou uma grave denúncia. Em 2023, três mulheres o acusaram de acobertar abusos sexuais cometidos por dois padres no Peru, quando eram crianças. Segundo as denúncias, Prevost encaminhou os casos ao Vaticano, que ainda não concluiu a investigação. A diocese nega qualquer omissão.

Até a eleição como papa, ele ocupava dois cargos-chave no Vaticano: prefeito do Dicastério para os Bispos e presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina. Em 2023, foi nomeado cardeal por Francisco.

Reformista com voz discreta

De perfil reservado e fala tranquila, Leão XIV é considerado reformista e alinhado com o legado de Francisco, que buscou uma Igreja mais inclusiva e voltada aos marginalizados. Durante a internação do papa Francisco, Prevost liderou uma oração pública no Vaticano pela saúde do pontífice.

Seu papado surge em meio a tensões globais, desafios internos e escândalos que ainda afetam a credibilidade da Igreja. No entanto, a escolha de um nome histórico e seu passado missionário indicam um pontificado atento à justiça social e à reconciliação.

Fontes:
cnnbrasil.com.br
g1.globo.com

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