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Aquisição reforça sinergia entre inteligência artificial e redes sociais, elevando avaliação das empresas para US$ 80 bilhões.

Getty Images

Elon Musk oficializou a compra do X, antigo Twitter, por meio de sua startup de inteligência artificial xAI. O negócio, avaliado em US$ 45 bilhões, envolveu a aquisição total por meio de troca de ações. Com a fusão, Musk visa unir modelos de IA, dados, computação e distribuição para fortalecer ambas as plataformas.

Fusão entre xAI e X

A transação incluiu US$ 33 bilhões em ações e a incorporação de uma dívida de US$ 12 bilhões, totalizando US$ 45 bilhões. Após o acordo, Musk anunciou que a empresa combinada teria uma avaliação de mercado de US$ 80 bilhões.

Desde que adquiriu o Twitter por US$ 44 bilhões em 2022, Musk enfrentou desafios como a perda de anunciantes, demissões em massa e queda no valor da companhia. Em setembro de 2024, a empresa chegou a ser avaliada em menos de US$ 10 bilhões, mas recuperou seu valor para US$ 44 bilhões no início deste ano.

O crescimento recente do X foi impulsionado, em parte, pelo retorno de grandes anunciantes, muitos deles motivados por mudanças políticas nos Estados Unidos. Em 2025, estima-se que a plataforma gerará US$ 2,26 bilhões em receita publicitária global, ainda abaixo dos US$ 4,5 bilhões registrados em 2021, antes da privatização.

xAI e a integração da IA ao X

Fundada em março de 2023, a xAI desenvolve inteligência artificial generativa para concorrer com a OpenAI. A startup já utilizava dados e servidores do X para alimentar seu modelo de IA, o Grok, integrado aos feeds da plataforma. Com a fusão, a integração será ampliada.

Musk destacou que o objetivo da transação é consolidar um ecossistema unificado de IA e redes sociais. “Os futuros da xAI e do X estão interligados. Hoje, damos oficialmente o passo para combinar dados, modelos, computação, distribuição e talento”, declarou o bilionário em sua rede social.

Implicações do negócio

O acordo coloca a xAI em uma posição privilegiada no setor de inteligência artificial. Especialistas apontam que a fusão cria um ambiente propício para inovação, mas também gera preocupações sobre concentração de poder e privacidade dos dados.

Musk não submeteu a aquisição à aprovação dos investidores. Analistas sugerem que a transação foi estruturada estrategicamente para valorizar o X e manter o controle sobre ambas as empresas sem interferência externa.

A integração da xAI ao X representa um movimento ousado na disputa pela liderança em inteligência artificial e redes sociais. Com a fusão, Musk reforça sua aposta na convergência dessas tecnologias para expandir sua influência no setor.

Fontes:
datacenterdynamics.com
forbes.com.br

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