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Conflitos entre apoiadores de Assad e novas forças de segurança já deixaram mais de 1.000 mortos.

O governo de Assad caiu em 8 de dezembro de 2024 depois de 24 anos no poder; rebeldes do grupo HTS tomaram a capital Damasco

Estados Unidos e Rússia solicitaram uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU para discutir a escalada da violência na Síria. O pedido ocorreu neste domingo (9), e a reunião está marcada para segunda-feira (10). O novo governo sírio enfrenta confrontos com grupos leais ao ex-presidente Bashar al-Assad, deposto em dezembro de 2024.

Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, mais de 1.000 pessoas morreram nos últimos dias. O total inclui 745 civis, 125 membros das forças de segurança e 148 combatentes pró-Assad. O governo interino culpa “remanescentes do regime deposto e forças estrangeiras” pela crise.

Escalada da violência e acusações de genocídio

A violência começou após o governo interino reprimir uma insurgência alauíta nas províncias de Latakia e Tartous. Os alauítas, minoria xiita que apoiava Assad, denunciam perseguições e mortes em massa. A Federação de Alauítas na Europa acusa o governo de promover uma “limpeza étnica sistemática”.

Ahmad al-Sharaa, líder do novo governo, rejeita as acusações e promete punir os responsáveis pelos ataques. “Ninguém estará acima da lei”, declarou em rede nacional. O líder afirma que os confrontos são “tentativas de desestabilizar o país e iniciar uma guerra civil”.

Reações internacionais e condenação da ONU

A comunidade internacional expressou preocupação com a situação na Síria. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, condenou os jihadistas radicais envolvidos nos ataques. “Os responsáveis por esse derramamento de sangue devem ser levados à justiça”, afirmou.

No Reino Unido, o ministro das Relações Exteriores, David Lammy, classificou as mortes como “horríveis”. Já o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, exigiu que “os assassinatos cessem imediatamente”. A Alemanha pediu que todas as partes envolvidas ponham fim à violência.

Ações militares e tensão nas ruas

O governo sírio enviou reforços adicionais para Qadmus, um vilarejo em Tartous onde os últimos combatentes pró-Assad estariam escondidos. Relatos indicam que forças de segurança têm invadido casas e prendido suspeitos.

Testemunhas afirmam que civis foram mortos e enterrados em valas comuns. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos divulgou vídeos mostrando execuções sumárias e corpos jogados ao mar. A veracidade das imagens ainda não foi confirmada.

Os confrontos se espalharam para outras cidades. Durante a madrugada, forças de segurança enfrentaram emboscadas em estradas da região costeira. As autoridades relatam que milícias armadas têm atacado tropas e realizado execuções de civis.

Fontes:
infomoney.com.br
poder360.com.br
g1.globo.com

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