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Novas licitações devem substituir modelo atual até 2028; primeiras mudanças ocorrem em junho, começando pela Zona Oeste.

Divulgação / Prefeitura do Rio
A Prefeitura do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado firmaram um acordo com os quatro consórcios que operam as linhas de ônibus da capital. O pacto, homologado pela 8ª Vara da Fazenda Pública, antecipa o fim das concessões que, inicialmente, terminariam apenas em 2028. As primeiras mudanças já começam em junho.

A decisão representa um marco na reestruturação do transporte público carioca. A gestão municipal optou por iniciar a transição pelas linhas com pior desempenho, avaliadas com base no Índice de Qualidade do Transporte (IQT). Entre os critérios analisados estão a idade da frota, a regularidade das viagens, o atendimento e a satisfação dos passageiros.

Transição começa pela Zona Oeste

A Zona Oeste receberá as primeiras alterações. A prefeitura assumirá o controle de 23 linhas, operando-as diretamente por meio da Mobi-Rio ou com aluguel de ônibus de empresas privadas. Linhas como a 731 (Campo Grande – Marechal Hermes), 870 (Sepetiba – Santa Cruz) e 893 (Jardim Palmares – Campo Grande) estão incluídas na fase inicial.

Após a Zona Oeste, a Ilha do Governador passará pelas mesmas mudanças. A Zona Norte e a Zona Sul terão seus contratos modificados entre 2027 e 2028. Até lá, o sistema antigo e o novo funcionarão paralelamente.

Modelo atual dará lugar a concessões pulverizadas

O novo modelo de concessão abandonará a divisão em quatro grandes áreas, vigente desde 2010. No lugar, a prefeitura criará cerca de 40 lotes operacionais, misturando trajetos mais e menos rentáveis. Segundo o vice-prefeito Eduardo Cavalieri, a proposta visa tornar o serviço mais competitivo e eficiente, replicando o sucesso da requalificação do BRT.

Além disso, as linhas que obtiverem nota inferior a 0,8 no IQT poderão ser repassadas a novos operadores. Em último caso, a própria prefeitura poderá assumir a operação.

Frota nova e ar-condicionado obrigatório

O acordo prevê a retirada de todos os ônibus sem ar-condicionado até novembro. Para viabilizar essa meta, o município utilizará R$ 70 milhões de uma conta judicial para a compra de novos veículos. Os ônibus adquiridos se tornarão patrimônio público ao fim dos contratos.

Mais de R$ 100 milhões em glosas de subsídios acumuladas também serão reinvestidas na aquisição da nova frota. A remuneração das empresas passará a depender da qualidade da operação: veículos irregulares, fora do planejamento ou com ar-condicionado inoperante não serão subsidiados.

Integração entre bilhetagens será obrigatória

Outro avanço importante será a integração dos sistemas de bilhetagem Jaé e Riocard. Essa mudança garantirá a compatibilidade entre os modais municipais, intermunicipais e estaduais, facilitando a vida dos passageiros.

Fontes:
odia.ig.com.br
cbn.globo.com

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