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Greve na UERJ: professores param por reajuste salarial.

Após uma década sem paralisações, os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) decidiram entrar em greve. A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta quarta-feira (25), organizada pela Associação dos Docentes da UERJ (Asduerj).

A greve na UERJ tem como principais reivindicações a recomposição salarial, o retorno dos triênios e mais investimentos no orçamento da universidade. Segundo a categoria, perdas acumuladas ao longo dos últimos anos comprometeram significativamente os rendimentos e as condições de trabalho dos docentes.

Reivindicações incluem salários, triênios e orçamento

Entre os principais pontos da paralisação dos professores da UERJ estão:

  • Pagamento de duas parcelas da recomposição salarial acordada em 2021
  • Retorno dos triênios (adicional por tempo de serviço)
  • Incidência dos benefícios sobre o salário total
  • Reforço no orçamento da universidade

De acordo com a categoria, a recomposição salarial foi parcelada, mas parte dos valores ainda não foi quitada pelo governo estadual.

Além disso, o fim dos triênios e mudanças na forma de cálculo dos benefícios reduziram significativamente os rendimentos dos professores.

O presidente da associação docente afirmou que mudanças implementadas nos últimos anos impactaram diretamente os salários. Segundo ele, uma legislação alterou a forma de cálculo dos benefícios, fazendo com que os professores recebessem apenas parte do que teriam direito.

Na prática, os descontos continuam sendo aplicados sobre o salário integral, enquanto os benefícios passaram a incidir apenas sobre o salário base. Isso, segundo os docentes, gera perdas relevantes ao longo do tempo.

Além disso, a categoria afirma que tenta negociar com o governo estadual há anos, sem sucesso. A ausência de diálogo é apontada como um dos principais motivos para a greve dos professores da UERJ.

Contexto político e dificuldades fiscais

Outro fator citado pelos grevistas é o cenário político e econômico do estado. O Rio de Janeiro ainda enfrenta restrições impostas pelo Regime de Recuperação Fiscal, o que limita investimentos e reajustes no funcionalismo público.

A instabilidade política recente também é vista como um obstáculo para a abertura de negociações mais efetivas com o governo.

O que dizem o governo e a reitoria da UERJ

A reitoria da UERJ informou que segue buscando diálogo com os diferentes setores da universidade para garantir o funcionamento da instituição.

Já o governo do estado afirmou que trabalha na valorização do funcionalismo, mas destacou que enfrenta desafios fiscais e precisa equilibrar despesas e receitas.

Impactos da greve na UERJ

A paralisação pode afetar aulas, atividades acadêmicas e o calendário universitário, impactando milhares de estudantes.

A greve dos professores da UERJ reacende o debate sobre valorização da educação pública, condições de trabalho e financiamento das universidades estaduais no Brasil.

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