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Polícia encontrou artefatos explosivos inacabados e bilhetes com ameaças na casa do suspeito, que foi preso após resistência, mas liberado posteriormente.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu um homem de 52 anos após ele tentar invadir a sede do Supremo Tribunal Federal (STF) e ameaçar ministros. O suspeito pulou a cerca de proteção do prédio na última quarta-feira (26), mas foi impedido de prosseguir. Durante a abordagem, ele proferiu ofensas e hostilizações contra membros da Corte.

Artefatos explosivos e indícios de ataque extremista

Após investigação, agentes da Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV) cumpriram um mandado de busca na residência do suspeito, localizada em Samambaia, região metropolitana de Brasília. No local, a polícia encontrou materiais para a fabricação de uma bomba caseira semelhante à usada por Tiü França, homem que se explodiu na Praça dos Três Poderes em novembro de 2023. O artefato estava em fase de preparação e necessitava apenas de pólvora e pavio para ser ativado.

Os investigadores também apreenderam bilhetes que confirmavam as intenções violentas do suspeito, além de um casaco de uso exclusivo da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A PCDF segue apurando se o homem tem conexões com grupos extremistas e possíveis ligações políticas.

Resistência à prisão e soltura do suspeito

No momento da operação, o homem resistiu à prisão e desacatou os policiais. Os agentes usaram força moderada para contê-lo e o autuaram em flagrante pelos crimes de resistência e desacato. No entanto, ele foi liberado após prestar depoimento. A polícia mantém a investigação ativa para coletar mais elementos que possam embasar novas acusações.

Terceira tentativa de ataque ao STF em quatro meses

Este é o terceiro caso de tentativa de ataque ao STF desde novembro. O primeiro ocorreu quando Tiü França detonou explosivos na Praça dos Três Poderes. O segundo foi registrado em dezembro, quando Lucas Ribeiro Leitão foi preso na Bahia ao tentar pegar carona para Brasília, onde planejava ataques.

O episódio ocorre dez dias após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas por tentativa de golpe de Estado. Desde os atos de 8 de janeiro de 2023, o STF e seus ministros receberam mais de mil ameaças por e-mail, algumas delas incentivando ataques contra a Corte.

Fontes:
metropoles.com
agenciabrasil.ebc.com.br

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